Freguesia de Esposende
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Freguesia de ESPOSENDE
| Orago:
|
S.ta
Maria dos Anjos. |
| População: |
3.470
habitantes. |
| Actividades
económicas: |
Comércio,
turismo, pesca, indústria têxtil e serviços. |
| Feriado
Municipal: |
19
de Agosto. |
| Feiras: |
Quinzenal,
às Segundas-feiras; Feira franca anual, em Agosto. |
| Festas
e romarias: |
S.
João (24 de Junho); Festas da Cidade em honra de Nossa Senhora
da Saúde e Soledade (15 de Agosto); Cerimónias da Semana
Santa, que se levam a efeito há mais de 400 anos e Festa
dos Pescadores, no verão (móvel). |
| Património
cultural e edificado: |
Igreja
da Misericórdia e Capela do Senhor dos Mareantes, Capela
do Senhor dos Aflitos, Capela da Senhora da Saúde, Capela
de S. João, Igreja Matriz, Paços do Município, Biblioteca
Municipal, Museu de Arte Sacra, Forte de S. João Baptista,
Ponte do rio Cávado, Museu Municipal. |
| Outros
locais de interesse turístico: |
Rio
e Foz do Cávado; Miradouro do torreão do edifício dos Socorros
a Náufragos. |
| Gastronomia: |
À
base de peixe do rio ou do mar. Lampreia à Bordaleza, na
época. |
| Artesanato:
|
Cantaria
(escultura em granito); Confecção manual de colchas de fio
de algodão e bordados. |
| Colectividades: |
Associação
Comercial e Industrial do Concelho de Esposende; Associação
Desportiva de Esposende; Club Náutico Foz do Cávado; Associação
Cívica "Fórum Esposendense"; Rotary Club de Esposende e
Lions Club de Esposende. |
Resenha histórica:
Origens:
É controversa, muito debatida e ainda não conclusiva a origem
do nome Esposende. Porém, a tese mais aceite fá-la derivar do
patronímico Spozendus. A primeira referência escrita
que se conhece remonta às Inquirições de 1258 em que "Esposendi"
era já uma povoação e lugar como Goios, Cepães (Zopães), ou Rio
de Moinhos havendo no entanto um casal pertencente a Santa Eulália
de Rio Côvo lavrado pelos habitantes de Palmeira que dele não queriam dar renda
ao rei. Não fora este facto e Esposende ainda não teria sido referido nestas
Inquirições, assim como o não foi nas de 1220.
Evolução:
A História desta hoje cidade, prende-se sobretudo com o seu Rio
e o Mar que lhe fica adjacente. O seu porto, importante nos Séculos
XVI e XVII foi perdendo importância, não só por falta de apoio
do poder central, mas sobretudo pelo assoreamento do Rio. A construção
naval, uma industria que desde tempos imemoriais se estabeleceu
nas margens do Cávado, acaba por desaparecer praticamente pelas
mesmas razões. A actividade piscatória ,ainda há anos bastante
activa, está com tendência a desaparecer. Esposende procura agora
novos rumos, sem esquecer as suas origens.
A sua íntima ligação ao Brasil, país com forte presença de Esposendenses
que para lá começaram a emigrar logo após a sua descoberta, também
trouxe benefícios ao seu desenvolvimento. Pilotos desta terra
eram pagos pela Coroa para levar os seus navios a terras de Vera
Cruz. Gente arruada, de mais de trezentos vizinhos e cerca de
oitenta navios; gente rica e abastada, onde havia "muytos
pillotos e homens do mar". Esposende é elevada a Vila em 19 de Agosto de 1572,
pelo então jovem monarca D. Sebastião. O seu desenvolvimento assenta
então, fundamentalmente no comercio marítimo, na pesca e na construção
naval.
Mas as vicissitudes da história, as transformações culturais,
e a própria evolução do país asfixiou esta terra que aguentou
estoicamente o ostracismo do poder central durante séculos.
Hoje é o novo arranque, a nova esperança, a aposta nessa nova
industria que é o Turismo que a projecta já ao nível das melhores
estâncias nacionais e internacionais. Com estruturas viárias ligadas
aos grandes centros limítrofes Esposende procura tirar benefícios
da sua situação privilegiada e da paisagem natural com que Deus
a brindou e o homem aformoseou com belas, modernas e acolhedoras
infra-estruturas hoteleiras.
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