
Freguesia de Fão
Freguesia de FÃO
| Orago:
|
S.
Paio. |
| População: |
2.843
habitantes. |
| Actividades
económicas: |
Agricultura,
Pesca e Hotelaria. |
| Feiras: |
Semanal,
aos Sábados. |
| Festas
e romarias: |
Senhor
do Bom Jesus, Nossa Senhora da Bonança e S.to António. |
| Património
cultural e edificado: |
Capela
da Senhora da Bonança (19), Capela de Santo António da Fonte,
Capela da Senhora da Lapa, Igreja Matriz (20), Igreja da
Misericórdia (21) e Igreja do Bom Jesus (22) Necrópole Medieval
de Fão (23). |
| Outros
locais de interesse turístico: |
Praias
e Pinhal. |
| Artesanato:
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Cavacas
de Fão (24) e Clarinhas de Fão.(25). |
| Colectividades: |
Cooperativa
Cultural de Fão, Clube Náutico de Fão, Clube Fãozense, Clube
de Futebol de Fão, Águias de Serpa Pinto - Associação Cultural
Desportiva e Recreativa, Hóquei Clube de Fão,
Núcleo Columbófilo de Fão e Bombeiros
Voluntários. |
Resenha histórica:
Fão poderá ter origem na palavra latina Fanum - Templo ao Deus
Fanu, da antiga mitologia. Não se sabe, todavia, onde se situaria
esse templo ou mesmo se existiu. Mas o topónimo poderá igualmente
ter origem no grego Phanos, significando facho ou farol, e que
vai buscar credibilidade na existência do Monte de Faro onde decerto
terá existido um farol a fim de avisar a navegação da existência
dos penedos conhecidos por "Cavalos de Fão". Assim, Fão significaria
a "Cidade do Farol".
O que é certo é tratar-se de cidade muito antiga, bastante importante
para nela se ter celebrado, no tempo do Papa Leão I, um concílio
contra os priscilianistas.
Em 997, D. Flâmula, a sobrinha de Mumadona, legou a povoação ao
mosteiro benedito de Guimarães. D. Afonso Henriques doa os dízimos
do sal (indústria extractiva que tinha aqui grande implantação)
a D. Nuno, abade do mosteiro sisterciense de Santa Maria do Bouro.
Em 1385, a terra de Fão foi dada a Gonçalo Nunes de Faria e, desde
1409, passa para o julgado de Faria e fica pertença do I Duque
de Bragança.
Fão foi importante pelas suas indústrias, entre as quais se salientam
os conhecidos estaleiros de Fão (26), onde se construíram barcos
de pequeno e grande calado; os cordeiros de Fão, afamados em todo
o país; e a indústria de doçaria, através das ainda hoje muito
apreciadas "cavacas" (24) e "clarinhas"(25).
Arquitectonicamente destaca-se o agregado mais importante do concelho.
Aqui, o fenómeno da "casa do brasileiro" desenvolveu-se no último
quartel do século XIX, com a construção de inúmeros palacetes
em boa cantaria (28) e de gosto revivalista (o ex-libris da villa).
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