Quando o sinal sonoro incomodava muita gente
Estávamos em 1925 e o jornal local, “O Esposendense” publica a seguinte noticia:
FAROL – Sinais sonoros
“No dia 5 do próximo mês de Fevereiro (1925) começarão a funcionar no farol do nosso porto, ultimamente montado com importantes maquinismos próprios, os sinais sonoros em ocasião de nevoeiro, ou de perigos eminentes no mar, sendo esses sinais a ar comprimido e com o som simples de 5 segundos de duração em cada 15. Aquele edifício está montado com tudo quanto diz respeito àquele fim.”
Quando se discute, em Junho/2004, as razões do atropelo às obras na Foz do Cávado, será oportuno, este
Comentário:
Antes de chegar aos 80 anos de serviço efectivo, passaram alguns episódios burlescos pois, os veraneantes das nossas praias, deram o seu “cavaco” pelo barulho de ensurdecer e causa de muitas insónias. Enfim, autêntico enxota veraneantes, para ficar sem ouvido, outros problemas bastavam
De tanto se “martelar”, segundo nos recordamos, obrigou as autoridades a tomar providências, afim de se encontrar outra solução. E, para darem satisfação ao pedido, foi substituído o sinal, por muito semelhante a vaca esfomeada, que apareceu uma sirene, de funcionamento automático, com alcance de seis milhas e tudo se acomodou. Até os hóspedes do hotel sentiram a diferença. E quantos anos levou esta tormentosa situação? Perto de um século! E o galinheiro junto à muralha do Forte?
Ora aí está! Eis os efeitos do progresso e como é possível satisfazer tanta gente sem mais encómios ou palavrosas tiradas pseudo-jornalísticas dos escribas da Ribeira.
E o centenário mítico Porto de Mar?
Última vez actualizada em 06-25-2004 @ 03:42 am
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