Com a retoma á porta, com medidas e reformas urgentes, com sinais de melhoria o incompreensível, inédito e impensável aconteceu.
Quem se habituou a ouvir os discursos do Sr. Presidente da Republica em que a esmagadora maioria dos portugueses tinha que descodificar a mensagem e mesmo assim muitas vezes ficavam a perceber o mesmo, tivemos um discurso da dissolução do Governo onde todos os Portugueses finalmente entenderam Jorge Sampaio.
Entenderam que afinal ele não esqueceu as origens (PS).
Entenderam que o Sr. PR dissolveu a Assembleia da Republica e não o Governo pelo facto de ser mais fácil e rápido.
Os argumentos da Dissolução tardia afinal não existiram. Por isso um precedente terrível e perigoso para a estabilidade de Portugal.
Quem é que vai pagar esta factura?
Afinal o populista Santana Lopes tem um concorrente que se demitiu por momentos de PR e fez questão que o orçamento fosse aprovado sobe pena de os funcionários públicos ficarem sem o aumento dos salários. (fantástico) inédito em todas as direcções. Aqui até os sindicatos abriram a boca de pasmados com a bondade do Sr. PR.
Numa altura dramática do nosso país, em que todos estamos cansados de saber que só com um pacto de regime será possível reformar a máquina do estado, onde pára o Sr. PR?
Sabemos também a quem é que dá muito jeito acabar com o Governo de Santana Lopes!
Sabemos que os homens do dinheiro, os Srs. Economistas e os partidos da oposição tinham grandes interesses em terminar com este pesadelo de verem o sigilo das contas bancárias ir avante, sabemos o que pensam muitos Srs. dos limites fiscais através da Zona franca da Madeira, sabemos quem é que tem medo da maquina fiscal a trabalhar etc...
O Sr. Sócrates tem agora um discurso que me faz lembrar alguém que pegou neste país na miséria e com um processo de Bruxelas para resolver, ouvimos a oposição falar de rigor nas finanças públicas, verdade e então como é que vai diminuir o desprego?
Havendo rigor nas finanças não pode aumentar os postos de trabalho, ao ter rigor tem de parar com a contratação de serviços, não pode haver compras nem investimentos porque a bem do rigor não há folga orçamental qual é o milagre do Sr. Sócrates?
Como é que vai pagar as SCUTS sem aplicar portagens nas vias já construídas e, ao mesmo tempo, como é que vai construir novas auto-estradas?
Já agora, vai ou não anular a descida das taxas do IRS decidida por Santana Lopes?
Se não vai, que outros bens do Estado são que vai vender em 2005 para equilibrar o Orçamento? Ou será que quer fazer o que acusou Santana Lopes de não conseguir?
Onde é que estão as respostas que todos queremos saber?
Qual é o milagre?
É que não basta falar no rigor, na verdade, e na determinação, é preciso explicar aos Portugueses como é que vai fazer e o que é que quer fazer! _________________ O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra.
Apesar de concordar, em termos gerais, com a intervenção do Mannesman, sou obrigado a sublinhar os pontos em que não concordo, ou os que tenho pontos de vista diferentes:
1 - A posição assunida pelo PR peca por tardia, e mais grave que isso, se não o fez há 4 meses, perdeu na minha opinião, a oportunidade de o fazer.
2 - Não foi dada nenhuma explicação formal para esta tomada de posição, e mais grave que isso, a tentativa mais uma vez, foi tardia.
Como Português e Eleitor, sinto-me defraudado.
3 - O detalhe da aprovação do OE, com a justificação de aumentos salariais para a Função Pública, para além de cómica, e ridícula, é a cereja em cima do bolo, que só vem apoiar e justificar as críticas de cedência por parte do PR a pressões económicas, e mais grave que isso, a um lançamento da candidatura do PS às próximas eleições.
4 - Sem querer chegar ao extremo de apoiar uma crónica do Expresso, em que o PR por falta de imaginação não teria encontrado melhor prenda de aniversário para Mário Soares do que a dissolução da Assembleia, mediante tudo isto, só posso concluir que:
O PR, em conjunto com Soares, Ferro Rodrigues, Guterres e todo o aparelho Socialista, tinham toda esta estratégia delineada há muito tempo.
E digo isto porque:
1 - Ferro estava desgastado por dois anos de oposição e pelo processo da
Casa Pia, e o PS necessitava de um líder fresco.
2 - Ninguém percebeu na altura a demissão de Ferro, em nítida "ruptura" com o PR, o que só realçou as qualidades de um PR "independente" e "apartidário".
Basta recordarmos todas as críticas do expectro de esquerda na altura...
2 - Guterres precisava que o PSD tivesse a imagem desgastada, e nada melhor que dar corda a Santana Lopes, o que não seria aliás, muito difícil.
3 - Se o PR não tivesse aceite Santana na altura o País não compreenderia e o PS poderia ser penalizado, o que uns meses depois, e com a mínima desculpa seria perfeitamente justificado.
Apenas uns "detalhes" falharam na minha opinião:
1 - A demora do PR em justificar perante os eleitores os factores que o levaram a tomar a decisão.
2 - O pequeno pormenor de se ter "esquecido" de comunicar a decisão ao número dois da hierarquia, o Presidente da Assembleia.
3 - O ainda mais pequeno pormenor de ouvir o Concelho de Estado apenas após a tomada pública da posição.
4 - O não ter desmentido e negado a acusação (a meu ver grave), de ter sido negada três vezes a Santana Lopes em conversa privada, a possibilidade de dissolução no dia anterior à tomada de posição.
5 - O discurso ridículo, e os floreados utilizados pelo PR na declaração pública.
Se a preocupação é o bem estar da Nação, onde estão as directivas que na opinião do PR o actual executivo não cumpriu?
Onde estão as linhas a seguir pelo próximo?
Não houve nenhum mérito nas medidas tomadas? Se assim é, porquê aprovar o OE?
Estamos mal? Então vamos aprovar o OE, porque é a única forma de aumentar os salários da função pública, e consequentemente, a despesa.
E as medidas de contenção?!?
Claro que essas não interessam, porque não darão votos ao PS, não é "Sr. Sempaio"?
Só num país terceiro-mundista ou numa comédia mexicana se poderia assistir a isto!
Por tudo isto, só posso concluir que tudo foi orquestrado de modo a termos, como já foi pedido publicamente, uma maioria absoluta do PS e de Sócrates, com toda a famigerada ex-equipa de Guterres de regresso, e o mesmo ex-alérgico ao "pântano político" no cargo de PR.
A ver vamos se tenho ou não razão, e se tiver, Portugal será um País decididamente ainda mais cómico!!! _________________ zzzZZZzzzZZZzzzZZZzzz
Colocada: Dom Dez 19, 2004 00:36 Assunto: Afinal só não vê quem não quer
Falamos do sampaio como imparcial - treta.
Santana Lopes foi cobaia no jogo socialista. Que é o líder que sai com uma vitória? Ferro rodrigues. E o pedroso? Abafou-se.
4 meses? timming perfeito. Desgasta-se a imagem de um governo sob a bandeira da ilegitimidade com o BE e o PCP a fazerem campanha, pq ninguém fala mas onde andou o ps nestes 4 meses? ás cabeçadas à procura do novo líder. E o PR à espera. O Ps recompõe-se, um mês e tal dp, arranja-se uma treta e rua com o governo.
E ideias para o futuro? Eu até votava ps se soubesse q era esse o rumo. Mas qual o projeto de sócrates? perdão - ele não tem projecto. anda à duas semanas a fazer campanha sobre as críticas do santana ao pr. Políticas - zero. Demagogia - muita: manter as scouts - alguém mais tarde ou mais cedo vai ter q pagar pra n falar em indemnizações, lei das rendas - acabar com ela? será a solução? Imagem q querem passar - simply the beast. O A. Vitorino é heroi nacional pq veio de bruxelas, o Durão é presidente da comissão mas é um zé ninguém. Típico dos fracos - criticarem os outros para se sentirrem alguém. E mais não digo. só não vê quem não quer. EU gostava de ver políticas, pq o ps não as tem. E andam atrapalhados por o psd n andar a fazer campanha pq eles sozinhos n a fazem. precisam do projeto eleitoral do psd para fazerem campanha a criticar aquilo, de resto abrem-se a novas fronteiras, como quem diz: têm falta de ideias e vou apanhar migalhas fora _________________ Mess With The Best, Die Like The Rest
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