Colocada: Sáb Nov 08, 2003 20:21 Assunto: A verdadeira história de Castelo Branco
O nome de Castelo Branco causa surpresa entre os que conviveram de perto com José Alberto Vieira desde o seu nascimento. Proveniente de uma família moçambicana, de classe média, com raízes na Europa, África e Índia, na cidade de Tete, José foi uma criança muito ligado à mãe, dona Nini. O pai era angariador de homens para trabalharem na África do Sul e a mãe trabalhava como secretária numa firma de automóveis. A família era conhecida pelos Vieira, nome de resto adoptado pelo seu irmão Sérgio, destacado político em Moçambique que, no tempo de Samora Machel, foi ministro da Presidência, pela sua irmã, médica veterinária, Gabriela, e pelo meio irmão, Jorge, residente em Portugal.
Com a independência, José Alberto mudou-se para Portugal. Na juventude assumiu a profissão de travesti, com o nome de Tatiana. Sem complexos, vestia-se de mulher e começava a sua carreira florescente de negociador de arte. É desta altura o seu primeiro casamento do qual nasceu o filho Guilherme. Recordado como pedante, José Vieira era visto como perito em arte.
Com galeria aberta na Linha do Estoril, José Alberto Vieira estabeleceu contactos com o mundo da arte em Nova Iorque, onde viria a conhecer Betty Grafstein, viúva de um milionário de origem judaica. José assume então o apelido de Castelo Branco, Após o casamento com Betty vivem num vaivém entre Nova Iorque e Sintra.
Quando questionado sobre a sua detenção no Aeroporto da Portela, Castelo Branco deu como certo "a inveja das pessoas que me querem mal". E sem nunca perder a boa-disposição, uma característica que o domina – faça chuva ou sol a vida para ele é feita de leveza e boa-disposição – ainda conseguiu esboçar uma graça: "Só posso deduzir que neste País basta alguém vestir-se com uma camisa lavada para nos terem um ódio horrível".
Sobre a hipótese de o casal ter sido alvo de denúncia de algum conhecido, o negociante de arte não se revelou surpreendido: "Há muita gente que odeia a minha maneira de ser e o meu estilo de vida", disse.
DORMIU DE PORTA ABERTA E DIVERTIU
"Foi a noite mais divertida que já passámos na prisão". A frase é de João Braga Gonçalves e foi proferida ontem, durante o café da manhã, no Estabelecimento Prisional junto à Polícia Judiciária (EPPJ). Na mesma mesa, João Vale e Azevedo e José Braga Gonçalves, outros dos notáveis daquela prisão, assentiram e o riso foi geral.
Tudo por causa de José Castelo Branco, cuja passagem pelo EPPJ dificilmente será esquecida, de acordo com aquilo que os irmãos Braga Gonçalves contaram ontem a uma das suas visitas. Tudo começou quando Castelo Branco teve de se despir, regra da prisão. O facto de estar de 'collants' de lycra e cueca fio dental foi, obviamente, alvo da maior chacota. Depois, o 'marchant' ex-modelo, não aguentou ficar fechado na cela. Gritava bem alto que sofria de "afrontamentos" e "claustrofobia".
Numa primeira fase, os guardas iam-lhe abrindo a porta da cela a espaços. Mas face à gritaria, com frases como "são os invejosos", "eu sou um senhor, casado com uma dama multimilionária e conhecido em todo o mundo" e "é por causa desta inveja que eu detesto este País, quero voltar para Nova Iorque", quando a espertina já tinha atingido toda a ala e todos riam, foi tomada a decisão de deixar a porta da cela aberta e colocar um guarda de vigia.
De manhã, na tal mesa do café, continuaram as lamentações. Castelo Branco queria estar "apresentável" para ir a interrogatório, até porque só veste grandes marcas. Pediu gel e um elástico para o cabelo. Como não havia, protestou alto e bom som. Voltando às suas frase preferidas – "Eu sou um lorde, um senhor, vocês são uns invejosos, não posso ir assim ao juiz" –, Castelo Branco lá conseguiu um elástico de borracha normal e puxou o cabelo para trás com água.
440 MIL EUROS PARA PAGAR
As palavras “não tenho nada a declarar”, de José Castelo Branco, quando anteontem foi interrogado pelos elementos da alfândega do Aeroporto de Lisboa, ter-lhe-ão custado 440 mil euros, que deverá entregar já às Finanças.
O negociador de arte vai ter de pagar todos os impostos e taxas que recaem sobre as jóias. Assim, as 100 peças que viajaram num “necessaire” foram sujeitas ao IVA de 19 por cento. Por outro lado, o material proveniente de Nova Iorque terá, ainda, de pagar uma taxa especial sobre jóias de 12,5 por cento. Tudo isto somado dá uma taxa marginal de impostos de 22 por cento, o que, em dois milhões de euros representa 440 mil euros.
Mas, se as contas de Castelo Branco com as Finanças estão feitas, deverá agora sujeitar-se à Justiça por alegadamente ter praticado contrabando. Assim, caberá ao juiz tomar uma de duas opções: ou arquiva o processo no qual Castelo Branco é agora alvo de inquérito, ou então deduz a acusação. Caso adopte esta última solução, Castelo Branco irá a julgamento, correndo o risco de ser considerado culpado.
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Idade:32 Registo: 27-Sep-2003 Mensagens: 174 Local/Origem: Ponte de Lima - Esposende/Portugal
Colocada: Seg Nov 10, 2003 09:38 Assunto:
Se fosse no calabouço de Esposende, o nosso Comandante tratava-lhe da saúde com a famosa Lista Telefónica.
Ele dizia-lhe quem era o Lorde...Nunca mais sofria de claustrofobia. :39: _________________ ..."Está tudo no processo!"...
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