Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Sim
50%
[ 11 ]
Não
50%
[ 11 ]
Total de Votos : 22
Autor
Mensagem
sworfish Profissional
Idade:31 Registo: 19-Nov-2005 Mensagens: 64
Colocada: Qui Nov 16, 2006 18:36 Assunto:
coloco uma questão pertinente que estes dias me chegou.
No caso do referendo seja positivo para o PS, chegou-me aos ouvidos que os abortos não serão comparticipados, pelo que acho correcto, mas se forem comparticipados, não seria melhor investir no aconselhamento sexual junto dos jovens e das pessoas mais desfavorecidas pois são as que têm menos informação sobre diversas matérias.
Mas contudo eu vejo este referendo apenas como jogada politica, pois o PS vai aproveitar o referendo para testar a sua popularidade politica perante os Portugueses, pois para aprovar a lei o Partido do governa não precisa de ninguém. Têm a maioria.
Por este andar e sendo a lei aprovada, vamos chegar aos belos números desse belo Pais que é a França, onde a Taxa de Natalidade por casal é de 0,7%, ou seja nem uma criança por casal eles têm.
Agora daqui a uns anos num venham falar de que o País está a ficar velho, poderá com estas politicas esperam algo melhor.
Não Matarás
Vendo do nosso lado, ninguém morre de amores pela figura de Sadam Hussein. Como chefe, político, militar, interlocutor e, nos últimos tempos, como estratega ou defensor das próprias causas. Antes de cair a sua estátua em Bagdad já parecia desmoronado o deus com pés de barro, mais frágil do que todas as suas arrogâncias faziam supor. Conhecemos o homem público, o detestado por muitos e por muitos, amado. Mal sabemos quanto de verdade e teatro, política e circunstância havia nas suas palavras e imagens. (…).
Desde aquele dia em que lhe abriram a boca para observarem os dentes, com uma sequência de imagens humilhantes que foram vendidas ao planeta, nos fomos apercebendo que, por detrás de todas as máscaras, havia um homem que também tinha medo e que queria salvar a vida. Tinha caído a estátua e a pessoa.
Pode agora ocorrer-nos o sentimento vago de converter a repulsa em compaixão, como somos capazes de enganar a polícia para salvaguardar o criminoso. Tem acontecido com os faróis na estrada a avisar os eventuais transgressores, como na fácil compaixão pelo assaltante. Acontecerá agora com Hussein pelo simples facto de ter sido condenado.
Mas foi condenado a pena de morte. E entramos num terreno ético, escandalosamente discutível, uma vez que se trata duma vida humana – pala além de inocente ou criminosa – que é aniquilada por outro ser humano.
A condenação à morte de uma pessoa e a sua execução não é mais leve nem mais grave de que um aborto praticado sobre um ser humano vivo a que se chamará feto, gérmen, ou embrião. Custa a crer que haja que julgue inocente um caso e criminoso o outro. Ninguém tem poder sobre a vida de ninguém. Nem a mãe é dona do seu ventre. Nem a humanidade dona dum ser que gerou.
• ABORTO
PCP quer explicações de Correia de Campos
O PCP vai chamar Correia de Campos ao Parlamento. Os comunistas querem que o ministro da Saúde explique a afirmação de que o Serviço Nacional de Saúde não vai poder garantir o anonimato das mulheres que queiram fazer uma interrupção voluntária da gravidez.
(TSF 05/01/2007)
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Então o aborto, anónimamente ou assumidamente ?
A favor na teoria, e incógnito na prática. Coerência ou ... Covardia?
Preferem que se diga interrupção da gravidez, aborto ou matança de seres indefesos? Ou também depende de quem faz ...
Dizia Aleixo:
A rica tem título fino,
A pobre tem nome grosso.
Se a nobre teve um menino,
A outra pariu um moço.
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Querem ou não querem que se saiba quem é capaz...? Ou preferem esconder-se no anonimato para não serem acusados pela própria consciência?
Se tiverem consciência...
Coragem!
O que os pode atrapalhar se essa lei de barbárie for aprovada? Estarão na lei, e tudo o resto são preconceitos de "pacóvios, retrógrados e analfabetos reaccionários"...
Quanto referendo ao aborto eu tenho a minha opniao e que sempre a tive. Sou a favor da liberalização do aborto. Mas respeito qualquer pessoa que tenha uma opnião contraria. Mas queria deixar aqui uma questao.Gostaria de ver, de todas as pessoas que sao a contra a liberalização e por algum acontecimento da vida tivessem uma gravidez indesejada, quantas o iriam fazer um aborto. Penso que uma grande percentagem. Mas como bons portugueses que somos preferimos manter a hipocrisia.
Quanto ao referendo ouvi à uns dias que vai custar 10M€. E logo me lembrei de uma noticia de à uns meses, em que a Suécia fez num acto eleitoral tres eleiçoes-Legislativas, Autarquicas e um referendo.
E fiquei a pensar. Quem são os ricos??? É que chegou-se a falar dessa hipotese pra Portugal e na altura, pra variar foi fruto de grande polemica.
ENFIM!!!
Gostaria de ver, de todas as pessoas que sao a contra a liberalização e por algum acontecimento da vida tivessem uma gravidez indesejada, quantas o iriam fazer um aborto. Penso que uma grande percentagem. Mas como bons portugueses que somos preferimos manter a hipocrisia.
Não o teria dito melhor.
Parece-me quase tão estúpido não despenalizar o aborto, como despenalizar, e não dar a segurança do anonimato e do respeito pela privacidade, à mulher. Se o PCP quer explicações sobre o assunto, faz muito bem!
Sobre os custos: nem era preciso referendo, podia ser votado directamente na assembleia da república, que passava com a aprovação da larga maioria dos deputados. mas não sou contra referendo. acho é que é uma questão demasiado sensível, que tem vindo a ser mal discutida.
Tendo em conta que é de uma vida de que se fala e não de uma simples e frívola noite de prazer, ou a meu ver uma noite de irresponsabilidade, sou CONTRA o aborto, pois como defensora dos direitos humanos, a minha liberdade acaba quando começa a liberdade do outro.
Muita gente, apesar do referendo que se aproxima, não tem ainda conhecimento da situação da questão em Portugal. O aborto em Portugal está legalizado em três situações: em caso de a gravidez resultar de um acto contra a liberdade e autodeterminação da mulher; malformações irrevercíveis, doença incurável do feto; ou pôr em risco a vida da progenitora.
Hoje em dia, o acto sexual está bastante banalizado. Para muitos jovens, a sua liberdade sexual, a sua oportunidade de escolha, transformou-se em libertinagem. Actualmente já não se pensa em métodos contraceptivos (que meus caros…são mais que muitos, são de graça e são eficazes….basta ir a um sempre acessivel centro de saúde), “se acontecer alguma coisa de mal tomo a pilula do dia seguinte, senao faço um aborto”, este é o pensamento de muitos jovens. O aborto tornou-se, para alguns, mais um metodo contraceptivo, e despenalizando-o apenas estamos a perpetuar esse pensamento.
Acho que a despenalização do aborto não vai ser solução, nem a curto nem a longo prazo. As mulheres que pretendam abortar vão continuar a faze-lo clandestinamente pois se não tiveram coragem ou informação suficiente para usarem um método contraceptivo muito menos coragem terão para se dirigirem a um hospital, público ou privado, e exporem a sua identidade.
O que fazer???!!!!??? Insistir na informação, falar abertamente com os jovens sobre estes assuntos, pois isto (lamento informar) mas ainda não acontece, Educação Sexual nas escolas,muito mais… mas acima de tudo, não esquecer que a educação não começa na escola mas sim em casa… Pensar em falar com os nossos filhos sobre relações sexuais quando eles ainda há poucos anos andavam de fraldas é assustador, mas muito mais assustador é uma filha de 12 anos aparecer grávida em casa…Temos de deixar de nos apoiar na escolas como motor de educação (sexual ou não), esta tem de começar em casa, e bem cedo…
Eu também penso muita coisa, mas sem provas a sustentar, as afirmações valem o que valem...
É muito fácil atirar para o ar essa afirmação. Alguém conhece pessoas que são pelo não e fizeram abortos? Se sim, digo "tens legitimidade para chamar hipócrita a essa pessoa, excepto se ela hoje está arrependida". Agora, se não conheces, então é melhor não fazer mais generalizações desse tipo.. _________________ http://umaespecie.blogspot.com
- Movimentos do NAO dentro do PS. Já começa nas ruas a ser posto 3000 cartazes e 10 000 autocolantes de membros do PS que vão votar NÃO!!
- Qtas mulheres foram presas ou estão presas por praticar aborto antes das 10 semanas? NENHUMA! NUNCA!
- Para os defensores do SIM criar uma criança sair mais caro que abortar. E isto é razão suficiente para liberalizar o aborto?
- o Ministro Correia de Campos assegurou que em nenhum caso o Serviço Nacional de Saúde efectuará um aborto a uma mulher que não se queira identificar. Lá se vai o argumento da vergonha social, que foi sempre um dos motivos principais do recurso ao aborto clandestino.
- Fechar maternidade e praticar abortos em hospitais publicos?? Só nós!
- O governo com esta brincadeira do Aborto gastará aproximadamente 10 milhões de euros! Subsideava tanta instituição social.
Não, não serve. Porque "esses que conheces" não perfazem a grande percentagem que alguém referiu atrás. A não ser que sejam aos milhares os casos que conheças....Então dou-te razão.
Mas como não me parece que seja o caso, que da próxima vez tenham cuidado ao atirar frases demagógicas desse calibre. É que pelo facto de conhecer alguém que era do não e depois abortou, não se pode fazer daí uma generalização. Não se pode tomar o todo pela parte. _________________ http://umaespecie.blogspot.com
- Movimentos do NAO dentro do PS. Já começa nas ruas a ser posto 3000 cartazes e 10 000 autocolantes de membros do PS que vão votar NÃO!!
mostra que têm dinheiro para os imprimir, nada mais. não é representativo de absolutamente nada.
Citação:
- Qtas mulheres foram presas ou estão presas por praticar aborto antes das 10 semanas? NENHUMA! NUNCA!
então porquê que não se dá a essas mulheres, que afinal de contas fazem o aborto, seja ele legal ou não, as condições de saúde que elas precisam?
Citação:
- o Ministro Correia de Campos assegurou que em nenhum caso o Serviço Nacional de Saúde efectuará um aborto a uma mulher que não se queira identificar. Lá se vai o argumento da vergonha social, que foi sempre um dos motivos principais do recurso ao aborto clandestino.
uma coisa é identificar-se no SNS, outra coisa será permitir que o seu nome "saia cá para fora", não sendo respeitada a privacidade. toda a gente concorda que se trata de uma matéria muito sensível. mais sensível será se o sim ganhar.
Citação:
- Para os defensores do SIM criar uma criança sair mais caro que abortar. E isto é razão suficiente para liberalizar o aborto?
claro que é mais caro!! toda a gente sabe isso... e não, não é suficiente. não tem nada a ver...
Citação:
- Fechar maternidade e praticar abortos em hospitais publicos?? Só nós!
nem sei o que diga desta "ideia"...
Citação:
- O governo com esta brincadeira do Aborto gastará aproximadamente 10 milhões de euros! Subsideava tanta instituição social.
o quê é que uma coisa tem a ver com a outra?
Mick,
que frase demagógica? se o sim ganhar, o que acontece é que as mulheres que, de uma forma ou de outra, interrompem a gravidez, passam a poder fazê-lo com as condições e tratamentos que precisam. não é obrigatório...
Em cada dia, somos colocados perante vários desafios, múltiplas dificuldades.
Vamos vencendo ao utilizarmos variadas e adequadas opções para resolver as situações difíceis, já que existe sempre uma resolução para os problemas, por mais intrincados ou insolúveis nos possam parecer. E têm sido sempre as soluções dos casos complicados que têm valorizado a luta histórica do Homem.
Assim a Sociedade Humana tem conseguido singrar e construir História.
Só perdemos quando assumimos a atitude de derrotados e vestindo o papel de fracassados decidimos atribuir culpas a terceiros.
Verdade que cada vez mais é atraente a posição de, desculpabilizando-nos atirar com a responsabilidade para os outros. Muito mais cómodo atribuir fracassos a atitudes infelizes, assim como às derrapagens de comportamento colectivo e à “Consciência Colectiva”.
Ou à falta de melhor, à consciência própria, desculpabilizando-nos…
Como se os níveis e as consequências de cada uma das nossas atitudes não se devessem avaliar e repercutir no “peso específico” que cada uma dessas acções representa na vida em sociedade.
Então promove-se legislação para esvaziar a nossa responsabilidade e no caso em questão, nas atitudes primordiais da Vida.
Quanto nos deveria envergonhar esta atitude covarde de “pintar com dificuldades” a geração e educação de uma criança, nos tempos que correm, aludindo a falta de meios, de espaços, e de condições de vida.
Até parece que toda uma “VIDA HUMANA”, se pode colocar num prato da balança, contrapondo a situação laboral na empresa, ou a prestação da casa, o custo da creche, o preço dos livros, o valor da marca do calçado e do vestuário, da escola, do liceu ou o colégio e a faculdade… Ou o carro, as férias , a vida nocturna e a apresentação pessoal e estética ou, quem sabe, os animais de estimação:- O cágado, o cão…
Ou, uma “facadinha ”; “saltar a cerca”; “um affaire”…
Tomando como “verdades eternas”, tantas situações momentâneas, efémeras e voláteis.
Desculpas esfarrapadas.
Que infeliz, esta atitude de querer perpetuar esta imagem pessoal, decrépita e caduca tão valorizada, e egoisticamente levada em frente, como se a melhor estampa não fosse a que é transmitida ao futuro pela geração dos vindouros.
Neste assunto, e na opinião dos defensores do aborto deliberadamente provocado também nós, os que não alinhamos na onda, poderemos ser considerados retrógrados à semelhança dos nossos antecessores.
Porém somos assumidamente, frutos desses antigos, pré-históricos, velhotes… Esforçados progenitores.
Assim a nossa civilização chegou até aqui, apesar de tantas vicissitudes e contrariedades
A argumentação dos defensores das novas “teorias do aborto livre” espero que não chegue longe.
Só assim não seremos: - Uma horda de “desnaturados” que perdeu a identidade histórica, o sentimento carinhoso, a memória da fecunda evolução familiar !
Lá na sepultura, como hão-de sentir-se envergonhados destas atitudes os nossos pais e avós que suplantando tantas dificuldades geraram e entre situações muito mais adversas nos trouxeram à Luz da Vida.
Com os melhores propósitos e tirando o pão da própria boca nos foram educando e fazendo de alguns de nós. merecedores do pão com que alimentaram gente digna.
Para eles a homenagem dos descendentes que fazem por merecer a Vida que lhes foi legada.
Descansem em paz…
quer se queria, quer não, votar não no referendo é negar que há abortos ilegais em portugal. é enfiar a cabeça na areia, olhar para o lado e assobiar, chamem-lhe o que quiserem. mas é negar à mulher o direito de escolha em algo de extrema importância na sua vida. uma questão de liberdade, portanto.
é muito triste que digam que os que defendem o sim são a favor do aborto. acho que ninguém no seu perfeito juízo é a favor de tal coisa. somos, sim, a favor do direito à escolha, por parte de cada um. e a diferença é grande.
a questão religiosa é também de ter em conta. mas de ter em conta por cada um, na sua decisão, caso seja deparado com uma situação destas no decorrer da vida. e não imposta, como a igreja tanto gosta de fazer. toda a gente sabe que, se o não ganhar, o que vai acontecer é que as mulheres que provocam a interrupção da sua gravidez vão continuar a fazê-lo. seja numa clínica privada em espanha, ou num vão de escada. a questão é: enterra-se a cabeça na areia, ou resolve-se o problema?
Eu não vou tentar convencer ninguém assim como acho que existem milhares de argumentos possiveis que qq um poderia ser esgrimido contra a ridicularidade dos que defendem o SIM. Mas há alguns tópicos que deveriam ser discutidos e isso seria o grande debate.
1º - Em Espanha a lei é rigorosamente a mesma!!! Rigorosamente a mesma. Apenas se fazem abortos porque são feitos ao abrigo de atestados psiquiátricos que justificam a medida. Mas repito: a lei é a mesma que temos actualmente em Portugal.
2º - O aborto tem subjacentes 2 pontos e não um. Assim e de um lado a liberalização até às 10 semanas, do outro se a liberalização implica que o Estado subsidie o aborto em hospitais publicos. Meus caros admitamos que o estado liberaliza até às 10 semanas. Mas deve pagar? Então no pior dos limites autorize-se mas quem quiser fazê-los que pague o preço da intervenção!!!
3º - Sobre a fuga que o VLAD fala. Triste argumento!!! Deverei dizer-lhe que pedófilos sempre exitiram e sempre existirão e ninguém admite que então se liberalize a pedofilia. do mesmo modo, o aborto clandestino sempre existiu e existirá, não é motivo que se liberalize.
4º - Prisões? Qtas? ZERO! Admiro a sinceridade com que o CDS o disse. Não há ninguém preso ou condenado pela prática desse crime. As únicas pessoas condenadas em mPortugal praticaram o aborto às 20 ae tal semanas, isso é crime em qq parte do mundo.
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