Colocada: Seg Abr 17, 2006 19:34 Assunto: Epidemias e socialismo
Epidemias e socialismo
Quando Guterres era Chefe de Governo, surgiu a Encefalopatia Espongiforme Bovina que nos enlouqueceu as vacas. Na altura temia-se que o bom naco de carne tivesse os dias contados. A população ficou alertada. Um bitoque podia ser uma sentença de morte. Ninguém, no seu perfeito juízo, comia iscas sem pensar no futuro. O homem, temendo a vaca, comia o porco e o frango. Gomes da Silva, na altura ministro socialista, tentou desvalorizar o problema, aparecendo a comer uma das partes da vaca mais contundentemente afectadas pela epidemia. Algumas gastronomias foram ganhando terreno: oriental e italiana (excluindo a Bolonhesa). Quem não queria internacionalizar a sua mesa, quedava-se pelo porco (febras e salsichas) e pelo frango. O peixe ficou na mesma. Não há Creutzfeldt-Jakob que influencie o homem a gostar de peixe como gosta de carne.
Anos volvidos, novo Governo do Partido Socialista, nova epidemia. Agora é a gripe das aves que preocupa os carnívoros. O vírus Influenza tem influência na vida das pessoas, mesmo daquelas que ainda não ficaram irreparavelmente constipadas. Mas com menos força, registe-se. A gripe das aves é um pintassilgo, ante a vaca montesa que era a BSE. Talvez o alarido das vacas loucas, inconsequente no resultado, tenha vacinado o homem contra as grandes epidemias. Se acabarmos todos com gripe das aves, outra vida que grasse neste mundo pode fazer um relato histórico dos homens, como nós fazemos dos dinossauros (numa hora de aula de história), envolvendo uma ameaça e uma epidemia.
Certo é que os governos socialistas influenciam a cadeia alimentar. Com Guterres não podíamos comer vaca, com Sócrates não devemos comer aves.
Bem, isto está a ser um choque tecnológico, que não tarda nada todos andarmos a comer comprimidos anti-depressivos...
O PS só nos trás epidemias (BSE e H5N1)
O PSD não aguenta quatro anos (um fugiu para o estrangeiro, o outro teve que ser despedido)
O CDS-PP tem o Ribeiro e Castro (medo!), e antes tinha o Portas (muito medo!!).
O BE ainda não decidiu se é de esquerda ou de centro-esquerda (direita!).
Voto nos outros, esse é o termos mais redotor que já vi para quem quer afirmar um partido.
Os outros são sempre ...os coitadinhos, os menos mal, os fraquinhos, aqueles que a gente nunca tem convicção neles,...mas pronto vamos lá...!!!
No que diz respeito ao que fugiu, Durão Barroso, fugiu para melhor, viu no pantano em que o país ficou depois de tantos anos de gobernação Socialista. Quanto ao que abandonou, Santana Lopes, não foi ele que avandonou foi o Senhor Presidente da Républica que o demitiu e vocês aplaudiram, mas ironia do destino o futuro não lhes está a dar razão;
sobem os impostos, aumenta a despeza do estado e o País está cada vez mais insustentável.
Ainda não vi este governo fazer nada mais inovador que a propaganda politica, porque aí são muito bons mesmo, tenho que reconhecer.
Não sei se reparou, mas foi uma piada! Tenho, aliás todo o gosto em votar no PCP, e de estar nele organizado, não porque seja "menos mau", mas porque é minha convicção que o PC é, de facto, o único partido em Portugal que pode dar a volta à situação em que vivemos.
Não por excusão de partes, mas pelas propostas justas e coerentes que tem para o país, e pelo seu ideal, bem assumido e claro, de luta por um Portugal mais justo.
Dito isto, passemos ao Durão Barroso!
Pois é, o "rapaz do balde de tinta" (era assim conhecido no PCTP-MRPP), cresceu e foi para o PSD! Tudo bem, já dizia o outro que só não muda quem é burro, e uma pessoa tem que ganhar a vida!! Depois de ter conseguido a liderança do PSD, e de ter ganho as Legislativas, com promessas que depois não cumpriu (a isso já estamos todos habituados), tais como a de que aquele seria um governo de legislatura, ou seja, duraria 4 anos, lá foi fazendo o seu "discurso da tanga", até que um belo dia surje a proposta de um cargo importante na UE (teria isto alguma coisa a ver com a Cimeira das Lages, onde o senhor andou a servir uns cafés??).
E foi vê-lo fazer as malas e por-se a andar, que isto de resolver a crise dá muito trabalho, e os gajos de Bruxelas pagam mais. Traiu a sua palavra, traiu os eleitores que votaram nele! Bem dizia o Carvalhazzz: "demitassse, sssenhor primeiro minissstro!"
Quanto ao Santana, foi despedido por incompetência, logo, com justa causa!
E engana-se, porque nós não aplaudimos, fomos a favor de umas eleições intercalares logo à partida. E não fomos só nós, muita gente da direcção do próprio PSD defendeu o mesmo. O PR despediu-o, mas nem o devia ter deixado assumir o cargo.
Mas numa coisa dou-lhe razão, este governo faz mesmo muita propaganda! É preciso ter atenção, pois as politicas de Sócrates conseguem ser mais de direita que as do próprio PSD! É por isso que eu não percebo porque é que eles se chamam Partido de Socialista! De socialista não tem mesmo nada. Mas o nome é bonito, realmente...
bem, temos de concordar que a vida está difícil e não se prevê grandes melhorias a curto prazo mas não podemos dizer que este governo está a fazer simplesmente propaganda politica. parece-me claro que estão a ser tomadas medidas de grande importancia (ainda que outras ficam aquém do razoavel).
considero que era necessário haver um maior entendimento entre oposição e governo, bem como trabalho mútuo porque a situação assim o exige. agora não podemos estar constantemente a atacar um porque deixou o país num pantano nem o outro que nos deixou de tanga , sozinhos e desamparados. quanto ao deixar-nos para melhor.... hum... tenho as minhas duvidas. por aquilo que nos é veiculado pela comunicação social, parece que pela europa o cherne não é lá muito bem apreciado.
a questão da política é sempre muito delicada e parece-me que em todos os quadrantes existem ideias e pessoas capazes. o que é preciso é ambicionar de facto a melhoria da situação do país e trabalhar todos no mesmo sentido
Cherne nunca foi o meu forte, é um peixe feio, pouco estético e de sabor dúbio. Santanista também nunca me considerei, embora penso que são não fosse uma coligação audaz pelo poder e por minar toda a estrutura do estado, penso que teria Santana teria sido bem mais sucedido.
Lá diz o ditado: diz-me com quem andas, dirteei quem és.
De resto no panorama actual é desta vez, falamos de impostos. De acordo com a DGO (via DN), em 2005, a carga fiscal em Portugal aumentou de 34,2% para 35,2% do PIB. Um dos quatro maiores crescimentos dos últimos 20 anos e o maior desde 1999.
Importa agora lembrar o que José Sócrates disse (pelo menos) por duas vezes no decorrer do ano passado. Primeiro no debate eleitoral com Santana Lopes, em Fevereiro, afirmava "Não estou de acordo com a subida de impostos". Depois na entrevista de Judite de Sousa, em Abril, confirmava "Nós não vamos aumentar os impostos porque essa é a receita errada. [...] Não vamos cometer os erros do passado".
Vou começar por lhe dizer que o seu tópico, e consequentes analogias, é no mínimo muito infeliz.
Só pode ser resultado de alguém que se orienta pela demagogia, pela contra informação e pela maledicência. Estou inteiramente à vontade para lhe dizer isto, porque nem sou socialista - Partido Socialista entenda-se - nem votei no governo de José Socrates.
Quanto ao aumento da carga fiscal. Lembrar-se-á certamente do "Choque Fiscal".
Nessa altura o actual presidente da Comissão Europeia, que entretanto mudou de nome para José Manuel, também afirmou que não aumentaria os impostos, e curiosamente numa entrevista com a mesma Judite de Souza - Começo a pensar se a culpa não será desta jornalista.
Resultado?
"O Governo do Guterres enganou-nos no Orçamento de Estado. O país está de Tanga!".
Em consequência aplicou-se o famigerado "Choque Fiscal". E não é que foi realmente um choque?! Ninguém estava à espera do aumento do IVA para 19%!
O grande problema desta medida - entre outros, que são mais técnicos - é que abriu um precedente perigosíssimo.
Doravante os governos quando precisarem de encher os cofres rapidamente recorrem a esta medida, em vez de outras ainda mais impopulares e com resultados a médio longo prazo. Que ainda por cima não se sabe que resultado terão.
São as tais politicas estruturais que ninguém teve coragem de implementar, pois podem colocar o país em verdadeiro estado de sítio. E quer se goste ou não, este governo - que torno a lembrar, não contou com o meu voto - teve coragem para iniciar. Mas veja-se a celeuma criada em várias classes que não estão dispostas a abdicar dos seus direitos adquiridos - Privilégios (?) - por causa de medidas que ainda são insuficiente e resultaram na redução de umas míseras décimas percentuais!
Quanto a Santana Lopes só se pode queixar dos tubarões do seu próprio partido. Até o actual presidente da República ajudou à festa, se bem se lembra.
E a acreditar no famoso "Relatório Constâncio" ainda conseguiu fazer muito pior que os governos anteriores deixando o défice em 6,8% - embora este valor, quanto a mim, não deva ser lido da forma leviana como foi aproveitada pelo PS. Foi portanto, um episódio fraticida, quer queira ou não.
É melhor ficar-me por aqui. Mas é uma discussão a continuar oportunamente.
Aquele abraço _________________ O Estado foi inventado para todos aqueles que são superflos - F. Nietzsche
Quanto ao desempenho do actual governo, acho que tem sido razoavelmente bom, tem tomado boas medidas, outras menos boas e outras más.
Quanto às boas, é que finalmente acabaram com alguns previlegios de certas classes sociais( politicos, juizes,etc). Outra mais actual é que vão apertar o cerco aos desempregados. Espero que nao me interpretem mal quanto a esta opniao mas é que em Portugal começou-se a ter a mania que mais vale ficar desempregado e nao fazer nada, do que trabalhar. Ou entao trabalhar paralelamente e receber o fundo desemprego na mesma.
Quanto às menos boas é a questao OTA e TGV. Acho que a opçao da localizaçao do novo aeroporto nao será a melhor, mas sim em RIO FRIO (justifico no topico " O novo aeroporto"). O TGV acho que, como primeira fase apenas se deveria avançar com a ligaçao Lisboa-Madrid devido à necessidade de nos ligarmos à Europa e tambem em termos finenceiros visto que esta ligaçao é menos dispendiosa.
Quanto às más foi a decisao de subir a taxa do IVA. Sendo Portugal um país em que a economia depende bastante do consumo interno acho que esta subida nao foi muito feliz.
Como é obvio, não há nenhum governo que faça sempre tudo mal e que só tome más medidas (talvez o do Santana...). Mal seria se assim fosse. E este governo tem dado alguns passos positivos em alguns sentidos, mas noutros está a ser um desastre! Por exemplo, quando quer fazer da Função Pública a raiz de todos os males do país. Passam-nos a ideia de que os funcionários públicos são "uns mamões", que ganham demasiado e não fazem nada. Mas não dizem que os entraves ao bom funcionamento do do Estado está no funcionamento do próprio sistema, demasiado burocrático e "pesado" para que a acoisa possa ser mais lesta! Portanto, em vez de apontar o dedo ao trabalhador, o governo devia era reparar o sistema em si. Na questão dos direitos, a minha opinião é muito simples. Não são os trabalhadores da função pública que têm direitos a mais, somos nós (trabalhadores por conta de outrém), que temos direitos a menos. Dizem que querem nivelar a coisa, para que uns não sejam priveligiados em relação a outros. Acho muito bem! O problema é que estão a nivelar por baixo, retirando direitos a quem os tem, em vez de os aumentar a quem os não tem. É aliás nestas coisas, que se vê se um partido é de direita ou de esquerda, e o PS tem mostrado, sem sombra de dúvida, que é um partido de direita!
Nas últimas eleições legislativas, aquando da campanha, o Eng. Sócrates referia muitas vezes que a sua ideia era implantar em Portugal o "modelo nórdico", de paises como a Suécia ou a Finlandia (se não me engano, o "cherne" fez o mesmo). Pois bem, a título de curiosidade, deixo aqui um texto que me apareceu. É um testemunho de alguém que por lá anda, ou andou durante uns anos. Acreditem, vale a pena ler até ao fim. Tirem as vossas próprias conclusões...
" Olá, Já vai para 15 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca.
Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.
Aqui, qualquer projecto demora 2 anos a concretizar-se, mesmo que a ideia seja brilhante e simples.
É regra.
Então, nos processos globais, nós (portugueses, brasileiros, americanos, australianos, asiáticos, etc) ficamos aflitos para obter resultados imediatos, numa ansiedade generalizada.
Porém, o nosso sentido de urgência não surte qualquer efeito neste país.
Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões e ponderações.
E trabalham num esquema bem mais "slow down".
O pior é constatar que, no fim, acaba por dar tudo certo no tempo deles, com a maturidade da tecnologia e da necessidade; aqui, muito pouco se perde.
É assim:
1. O país é cerca de 3 vezes maior que Portugal;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (Lisboa tem 1 milhão);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, ...
5. Para ter uma ideia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.
Digo a todos estes nossos grupos globais de trabalhadores: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários.
Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura colectiva do que eles.
Vou contar-vos uma breve história, só para vos dar uma noção...
A primeira vez que fui para lá, em 1990, um dos colegas suecos apanhava-me no hotel todas as manhãs.
Era Setembro, frio, e a neve estava presente.
Chegávamos bem cedo à Volvo e ele estacionava o carro "longe" da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro).
No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro ...
Depois, com um pouco mais de intimidade, uma manhã perguntei-lhe:
- Você tem lugar marcado para estacionar aqui ? Chegamos sempre cedo, o estacionamento está vazio e você deixa o carro à ponta do parque.
Ele respondeu-me, simples, assim:
- É que, como chegamos cedo, temos tempo de andar. Quem chegar mais tarde já vem atrasado, precisa mais de ficar perto da porta. Você não acha?
Nesse dia, percebi a filosofia sueca de cidadania! Serviu também para rever os meus conceitos.
SLOW vs FAST.
Há um grande movimento na Europa hoje, chamado SLOW FOOD.
A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede em Itália (o site, é muito interessante. Veja-o).
O que o movimento SLOW FOOD prega, é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" a sua confecção, no convívio com a família, com os amigos, sem pressas e com qualidade.
A ideia é a de se contrapor ao espírito do FAST FOOD e tudo o que ele
representa como estilo de vida, em que o americano "endeusificou".
A surpresa, porém, é que esse movimento SLOW FOOD serve de base a um movimento mais amplo chamado SLOW EUROPE, como salientou a revista Business Week na sua última edição europeia.
A base de tudo, está no questionar da "pressa" e da "loucura" gerada pela
globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraponto à qualidade de vida ou à "qualidade do ser".
Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 h / semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos ou ingleses.
E os alemães, que em muitas empresas instituíram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a sua produtividade crescer nada menos que 20%.
Esta chamada "slow atitude" está a chamar a atenção, até dos americanos,
apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já).
Portanto, esta "atitude sem-pressa" não significa, nem fazer menos, nem
menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com
mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos
pormenores e com menos "stress".
Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do
lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e real, em contraste com o "global" - indefinido e anónimo.
Significa a retoma dos valores essenciais do ser humano, dos
pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.
Significa um ambiente de trabalho menos coercivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo onde os seres humanos, felizes, fazem com prazer, o que sabem fazer de melhor.
Gostaria que vocês pensassem um pouco sobre isto.
Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou "A pressa é inimiga da perfeição" já não merecem a nossa atenção, nestes tempos de loucura desenfreada?
Será que as nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa", até para aumentar a produtividade e qualidade dos nossos produtos e serviços, sem a necessária perda da "qualidade do ser"?
No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível. Um personagem cego, interpretado por Al Pacino, convida uma moça para dançar e ela responde-lhe:
- Não posso, porque o meu noivo deve chegar dentro de poucos minutos.
- Mas, num momento, se vive uma vida. (responde ele, conduzindo-a num passo de tango).
E esta pequena cena é, para mim, o momento mais marcante do filme.
Algumas pessoas correm atrás do tempo, mas parece que só o alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim.
Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e
esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que existe.
TEMPO, toda a gente tem, por igual.
Ninguém tem mais, nem menos, que 24 horas por dia.
A diferença é O que cada um faz do seu tempo.
Precisamos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, "A vida, é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro".
Parabéns por ter lido até o fim.
Muitos não leram esta mensagem até ao fim, porque não podem "perder" o seu tempo neste mundo globalizado.
Pense e reflicta até que ponto vale a pena deixar de "curtir" a sua família,
ou os seus amigos.
Deixar de estar com a pessoa amada, ou passear na praia no fim-de-semana.
Amanhã, poderá ser tarde demais. "
É!!! O socialismo as vezes aparece de formas estranhas! Bom trabalho, Sr. Eng.!!!
O homem que beijou Fátima Felgueiras leva um ano como primeiro-ministro.
Quem por estes dias beija ou se deixa beijar por Fátima Felgueiras, a não ser por razões estritamente amorosas, não merece a minha simpatia, e José Sócrates não é excepção.
Felizmente, do primeiro-ministro interessa-me menos os seus princípios morais do que a sua habilidade para gerir o rectângulo e, nesse aspecto, está a sair-se melhor do que a encomenda: fala pouco, gosta de mandar e, com algumas excepções, reuniu uma equipa competente.
Sócrates está a dirigir o país da mesma forma que beijou Fátima Felgueiras: com muita frieza e um certo pragmatismo.
Claro que chegar depois de Santana Lopes ajudou muito. Sócrates viu uma maioria absoluta cair-lhe no colo, com uma campanha eleitoral cinzenta, em que falou pouco e se comprometeu o menos possível.
Depois de eleito, esqueceu algumas das principais promessas e continuou com intervenções preparadas ao milímetro, beneficiando do talento para a propaganda, de uma comunicação social amolecida e de um controlo sem paralelo sobre a informação.
Foi Santana quem falou numa central de comunicação, mas é Sócrates quem a está a pôr em prática: não há memória de tamanha lei da rolha enfiada na administração pública.
Tudo isto é irritante, assim como os beijos à Fatinha e as vergonhosas nomeações de boys, não pelo facto de serem socialistas, mas por serem fracos, mas o certo é que da Justiça à Educação, da Saúde à reforma da função pública, as coisas estão a mexer e foi alinhavada uma série de medidas que no qual algumas fazem todo o sentido.
No espaço de um ano, não se lhe pode exigir mais: pôs o país a mexer, indispôs magistraturas e agricultores , e mostrou vontade de aproximar Portugal da Finlândia. A partir de agora, ir-se-á ver se a avalanche reformista é para levar a sério ou se, como estamos tristemente habituados, é apenas teoria que não passa à prática.
Se Sócrates for capaz de executar metade do que está a prometer, pode oscular em simultâneo Fátima Felgueiras, Armando Vara e Freitas do Amaral que eu perdoo-lhe.
Mas, fale verdade, porque o IVA e os outros impostos, que entretanto aumentou, nós também somos obrigados a suporta-los...todos os dias.
O facto de o sr. Primeiro ter beijado Fátima Felgueiras não tem nada a ver! Mostra que o homem lá tem educação! Se não a tivesse cumprimentado seria igual... foi uma situação criada pela comunicação social, em que ele era preso por ter cão e preso por não ter! Mas que lhe deve ter custado, lá isso deve! Se fosse eu não a beijava, um simples aperto de mão seria suficiente... ou então a mulher teria que tirar o capacete!
Bem, fora isto e embora com o resto!
Estou de acordo quando diz que o Engenheiro viu cair-lhe em cima uma maioria absoluta, sem que para isso fosse necessário compromissos com o povo! Acho também que não foi o PS que ganhou, foi o PSD que perdeu! Isto revela o que vai sendo a política em Portugal: o povo vota no PS porque o PSD fez asneira, e a seguir vota no PSD, porque o PStambém a está a fazer... mas como o povo é quem mais ordena... lá andamos nós entre rosas e laranjas!
Continuo a achar que isto ainda vai mudar e o povo há-de ganhar consciência colectiva!
Lembro-me agora das eleições Presidenciais! Aconteceu mais ou menos o mesmo! O nosso querido Cavaco, que tanta coça mandou dar a tanta gente, ganhou a presidência sem ter falado uma vez do que pretendia fazer uma vez eleito... fez um discurso de Primeiro Ministro, quando não era disso que se tratava! E opior é que ganhou mesmo, ainda por cima com a ajuda do PS! Qual foi afinal a ideia de irem buscar o velhote para concorrer? E ao mesmo tempo concorrer também o candidato-poeta... Penso que o objectivo era mesmo eleger o Cavaco!
Quando o sr. Engenheiro prometia aproximar Portugal da Finlãndia, devia ter pensado melhor ao aumentar de tal forma os impostos! Porque, e tudo bem, eles lá pagam bastantes impostos, mas, quanto pagam pela educação? E por uma ida ao hospital? É nestas coisas que se vê o desenvolvimento de um país, e Portugal, infelizmente está mais próximo da América do Sul do que da Europa!
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