Colocada: Sex Abr 15, 2005 11:18 Assunto: Ainda sobre o Museu d'Arte, em Fão...
Tanta dúvida que por aí anda!
Porque não se vai visitar o Museu? Talvez,assim, se perceba o trabalho lá desenvolvido. Assim ficavam a saber que desde a sua inauguração, não vai há um ano, o museu já recebeu a visita e proporcionou actividades a mais de 2700 crianças das escolas do nosso Concelho. Ficavam a saber que já se fizeram cursos de fotografia, pintura, xadrez... Ficavam a saber dos projectos em curso, nomeadamente um que tem a ver com invisuais, outro que tem a ver com a catalogação e inventariação do património das Igrejas do Concelho e sobretudo das Igrejas de Fão.
O museu está aqui, é só lá entrar...Quantas pessoas de Fão já lá entraram? Quantas pessoas que nunca lá foram se preocupam tanto com o nome do Museu?
Um museu não pode ser um depósito de coisas velhas.Tem que ser dinâmico e pedagógico.Temos a sorte de ser dirigido por quem sabe e obedecer às regras da Rede Nacional de Museus.Visitem o Museu e falem com a sua Directora, que tenho a certeza explicará muito bem tudo sobre o Museu. Foi o que eu fiz...
Sr.Crio,
A dúvida persiste em alguns responsáveis locais que entenderam o projecto do Arqº Pádua Ramos como um contributo para a "mexida"necessária no centro da Vila de Fão. O Museu das Artes foi um arranjo de ultima hora e não fora o núcleo museológico da Santa Casa e o Museu seria de Arte Religiosa. A rede nacional de museus insere-se no Programa Operacional de Cultura do país e a estratégia de modernização e dinamização desses espaços tem um duplo objectivo: 1-levar as populações a usufruir do património museológico e 2-contribuir para a diversificação na oferta de produtos turísticos.
Estipula o documento que foi elaborado na altura que é importante a DIVULGAÇÃO E INFORMAÇÃO, tarefa também atribuída aos museus.
Nessa estratégia consta também a implementação de projectos culturais em articulação com as escolas.
No que acontece com o Museu das Artes de Esposende, apenas o último aspecto é levado à letra em tarefas que facilmente poderiam ser feitas por outras entidades.
Quem passa em Fão não se apercebe que existe um museu e esse facto deve-se à falta de divulgação e informação. A exposição permanente existente no museu não é apelativa e a própria configuração interior actual foi um fraco plágio do projecto inicial.
Turisticamente pode interessar a Esposende para dizer que tem um Museu das Artes.
De resto deve enaltecer-se a realização de projectos culturais em articulação com as Escolas. A população adulta foi no entanto completamente marginalizada, sem esforço mínimo dos seus responsáveis.
O facto de ter dito o que disse em relação ao Museu não significa, de todo, que pense que tudo está bem.Acho que, por exemplo, em termos de divulgação é quase uma vergonha o que (não) se faz em relação ao Museu.
O que falei dirigiu-se, essencialmente, aquelas pessoas que muito falam e nunca lá foram para saber como funciona, o que é, o que se faz por lá.
Em relação à sede da Junta,a minha opinião é que o local onde presentemente se encontra. E agora mais do que nunca pois a remodelação que foi feita veio criar melhores condições de trabalho quer às excelentes funcionárias, quer aos autarcas. Ganhou espaços importantes, ATL, Cyberespaço.
Sr. Crio,
O seu reconhecimento é uma atitude de bom senso. Também entendo que as actuais instalações da Junta de Freguesia reforçaram a capacidade de serviço aos utentes.
É importante que os residentes sintam que existe um Museu em Fão e a minha opinião estende-se ao da Misericórdia, que em boa hora recuperou e adaptou os espaços adjacentes da capela a recolha de um acervo de valor relativo mas interessante. A Vila passa a dispôr de dois espaços novos orientados para a Cultura. Mas ficam como infraestruturas avulsas sem enquadramento num plano geral de promoção da zona antiga de Fão, a merecer urgentemente uma intervenção dinâmica que crie movimento de pessoas e impulsos de investimento comercial temático, nomeadamente a nível da restauração, artesanato e serviços terciários.
A Vila precisa de um diagnóstico sério e urgente, nomeadamente a nível sociológico e a falta de iniciativa por parte da autarquia não tem tido compensação em iniciativas possíveis por parte de outras instituições, como exemplo o próprio Museu (análise do meio onde se insere) ou até a própria Escola Profissional (como tem acontecido noutras localidades). Peço desculpa pelo desvio em relação ao tema, mas tudo se interliga.
Caro Vintinove,
Ao que parece estamos de acordo na generalidade dos aspectos.
Tem razão quando diz que tudo se interliga. E já agora, em relação à Escola Profissional, permita dizer que pelas constantes actividades organizadas, é sem sombra de dúvidas a Instiuição sediada em Fão que mais noticías produz na comunicação social, com todos os benefícios óbvios quer para a Escola, quer para a comunidade onde está inserida. Para além disso, a Escola está envolvida numa série de projectos envolvendo a comunidade:implementação de novas tecnologias desenvolvidas na escola, noutras escolas; a participação activa na rede social; a co-participação na organização de cursos com outras intituições; a colocação de estagiários em empresas e instiuições do Concelho. Para além disso, sempre que solicitada, a escola participa e apoia várias iniciativas da comunidade. Outro factor importante e com algum impacto na economia local, tem a ver com o facto de 140 alunos almoçarem em restaurantes locais e alguns dormirem em quartos e apartamentos alugados. Enfim, apesar de não funcionar tudo na perfeição, alumas coisas já vão por cá mexendo.
Sr.Crio,
Pelo que tenho lido nos seus post apercebo-me da sua ligação à Escola Profissional. É uma das mais valias nesta Vila e o que refere tem, sem dúvida, influência na economia local. Provavelmente em algumas áreas o impacto é reduzido e é do meu entendimento que poderia aperfeiçoar-se o contributo com a sociedade local, nomeadamente a nível das novas tecnologias. Experiências com a 3ª idade na ocupação dos seus tempos livres (que são muitos), nas Escolas Primárias, com as crianças e os profesores (estes com enormes carências de formação nas novas tecnologias) com o processo de organização administrativa das Instituições locais, seriam sempre apreciadas como contributos à sociedade. Pese o facto de termos desviado do tema inicial, fica o registo da mais valia local.
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