Colocada: Sex Mar 11, 2005 14:23 Assunto: Novo Parlamento - Esposende de fora!
É com alguma tristeza que nesta legislatura Esposende não terá representação na Assembleia da República. Pelo menos, não terá por mérito próprio.
Assistimos à indiferença política de Esposende. O PS teve um cabeça de lista que duvidio que algum dia cá volte e a única representante na lista estava em lugar altamente não elegível.
O PP tinha um cabeça de lista do distrito mas o nosso concelho ficou com o 8º lugar, o que significa que era igualmente não elegível.
O PSD esteve podia elegar uma deputada mas ficou de fora e só as substituições a poderão levar à AR, como foi agora o caso em que Patinha Antão e Miguel Macedo (ainda secretários de estado) não tomaram posse e lá esteve Esposende, mas que terça feira deverá acabar.
Tudo isto para dizer que é pena que não reconheçam valor aos esposendenses, e isto acontece no PS, PSD e PP.... lamento.
Concordo com o que diz o sr contra o sistema, na historia do Concelho a unica força politica que conseguiu Deputados foi o PSD, mas ainda assim é muito pouco. _________________ O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra.
Temos o Joaquim Couto do PS que, apesar de eleito pelo Porto, sempre tem alguma ligação a Esposende. Mas convenhamos que isso significa muito pouco ou realmente nada. De qualquer modo, apesar de ser grave que Esposende não tenha um representante eleito no hemiciclo, não me parece que seja por esse modo que se podem trazer benefícios para o concelho. É que o deputado está sujeito a uma disciplina tal dentro do seu próprio grupo parlamentar que são escassas as oportunidades de poder brilhar sozinho. Excepto claro, se tiver uma capacidade de influência e prestígio consideráveis. Ou então se surgir uma oportunidade de ouro para se vender, como foi o caso de Daniel Campelo.
defendeu os interesses do povo que o elegeu e representa
De facto não votou o voto decidido pelo partido ao qual pertencia.
Será que não é anti democrático votar contra as suas convicções, votando a favor do que o partido decidiu?
Aqui fica a questão... _________________ Carpe diem
A resposta é....vendeu-se. Sim, porque o deputado, depois de eleito, representa o país e não o círculo pelo qual foi eleito. Também acho que está mal esta disposição constitucional, mas é o que temos, enquanto não se criarem círculos uninominais.
Quanto ao facto de ser anti-democrático o deputado votar contra a sua consciência, é óbvio que este tipo de situações não devem acontecer, pelo que em certas matérias sensíveis (como o aborto) os partidos concedem liberdade de voto (os grandes partidos, claro está, porque nos partidos radicais como o B.E ou o P.C, quem pensa contra é logo expurgado...).
Agora, o deputado quando integra as listas de um partido, está para servir o partido, e não para servir-se deste. Logo, se o partido considera, por exemplo, que o orçamento é mau para o país, não deve um deputado qualquer, lá porque acha que o orçamento é bom pra sua terriola, votar contra a directriz do partido, porque o seu mandato determina, precisamente, que defenda o interesse nacional, e não o local.
Em primeiro:
- Respeito religiosamente a sua opinião, sendo esta sempre bem vinda (a não ser que descambe como já aconteceu com determinados indivíduos).
Em segundo:
- Apesar de concordar com algumas coisas, discordo:
- O deputado é eleito para defender os interesses dos cidadão.
- De facto deve defender o nacional e não o regional, mas quantas vezes é que o OE ou outro tipo de Lei não é aprovada porque uma bancada decidiu não votar a favor. Será que votaram em consciencia ou será que outros motivos falaram mais alto...
1. O mandato dispõe que o deputado "represente o país" e não a localidade ou região pela qual foi eleito. Mais, o deputado é eleito pela lista do partido, e não individualmente. Daqui resulta uma disciplina de voto a que este se comprometeu, na medida em que está para defender a posição do partido no hemiciclo. É assim que está pensado o sistema político português, e enquanto não for alterado, é o que temos.
2. É óbvio que há uma aparente contradição com o facto do deputado, por assim dizer, ser eleito por distrito e não a nível nacional.
3. Campelo pode ter parecido um herói a muita gente. Mas é curioso, que na última legislatura se tenha queixado do facto de Ponte de Lima ter sido votada ao abandono. Porque será? Aliás, não se pense que é retaliação do PP e até mesmo do PSD por ter apoiado um orçamento socialista. No actual governo, muitas figuras de topo condenaram com veemeência o subterfúgio de Guterres. _________________ http://umaespecie.blogspot.com
Ou é impressão minha ou está a repetir aquilo que já se disse e está definido.
Que os Deputados têm que defender os interesses de quem os elegeu, isso não tenho dúvidas, ou será mais importante defender os interesses do partido, prejudicando o Povo.
Se é isso que está "pensado" no Sistema Politico Português, desconheço, mas desde já critico, referindo ser um autentico aborto num estado democrático. De facto acho que muitas vezes não somos... (democráticos)
Mick escreveu:
. No actual governo, muitas figuras de topo condenaram com veemeência o subterfúgio de Guterres.
De que Governo? E quais figuras de topo? _________________ Carpe diem
"Que os Deputados têm que defender os interesses de quem os elegeu, isso não tenho dúvidas"...desculpe ter de o contrariar, mas nos termos do artigo 152º/2 da CRP, "Os Deputados representam todo o país e não os círculos por que são eleitos".....chame a isso o que quiser (aberração, aborto, etc), mas é o que está escrito na lei.
Acho estranho que um partido de governo actue de forma a prejudicar o povo. Aliás, nunca vi nenhum levantamento popular contra nenhum partido...
Realmente, figuras socialistas de nomeada no governo não há, mas sempre temos Freitas do Amaral, Campos e Cunha, ou até mesmo António Costa que criticaram o expediente de Guterres. Mas quando falo de governo, penso na maioria que o sustenta, e aí tem muito por onde escolher :jorge coelho, joão soares, jaime gama, manuel alegre, etc _________________ http://umaespecie.blogspot.com
Caro Mick, essa referência constitucional é elucidativa, mas acredite que num país onde o presidente da república promulga diplomas baseando-se em pactos de cavalheiros é difícil acreditar na CRP. E assim sendo explique mariz a sua posição em face da matéria. pois já q segundo o seu pensamento um deputado não deve atender a uma orientação do partido como é q um presidente da república tenta promulgar um diploma só pq alguns membros dos grupos políticos estavam na assembleia e ele se legitimou a deduzir q os outros votavam igual, como tal aprovava-se um diploma com maioria absoluta apenas com uns quatro deputados e com um poco de jeito até uma maioria qualificada. Ora isto era bom já q em vez de pagarmos a 230 pagavamos só a 4.
Felizmente ainda há neste país quem considere o D. Campelo um ... isto..., pq se fossem todos assim coitadas das terras sem ninguém na AR.
é claro q para o povinho é sempre giro o discurso popuplista do "Eu defendo a minha terra" - ainda que se subentenda nas entrelinhas "nem q para isso tenha q lixar as vossas".
Será q mariz era da mesma opinião se lhe dissessem q o q o campelo levou a mais para ponte de lima ficou a menos para a sua terra??? _________________ Mess With The Best, Die Like The Rest
De facto defendi que o deputado deve defender a sua terra. Não pretendi defender o Campelo, até porque não o conheço.
Se ele é Presidente da Camâra... Sendo assim deveria ser uma incompatibilade. Provavelmente eu faria a mesma coisa e todos nós ficaría-mos se o caso se desse em Esposende.
A demagogia é traiçoeira, e creio que os Srs estão a ser muito demagógicos.
Não obstante a minha afirmação, eu concordo convosco. O deputado deve trabalhar para o Povo (apesar de defender quem o elegeu) mas não deve prejudicar terceiros.
Condeno a vossa demagogia porque se faz tantas coisas mal feitas e ninguém sofre as consequências. Temos o caso do Isaltina em Oeiras, (é um exemplo, pois temos burridades de todos os quadrantes) que durante três anos levou puxões de orelhas do Trib. de Contas e nada lhe aconteceu. Enfim, por este Portugal fora não faltam situações destas. Enfim, o Campelo defendeu a terra dele, a sua Câmara e, sem qualquer sombra de dúvida, a sua situação para futuras eleições na sua terra.
Enfim, também entrei na demagogia.
Se defacto as situações estivessem previstas e fossem cumpridas escrupulosamente, as coisas não andavam assim, nem estavamos neste país "terceiro mundista". E todos aqueles que fizessem asneirada da grossa eram julgados, ressarciam o estado e não exerciam para sempre ou durante alguns anos cargos públicos.
Se assim fosse, tinhamos outra autarquia e outro País
Desculpem a maçada. Um abraço. _________________ Carpe diem
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