Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
NÃO
Pela simples razão de quem vai usufruir dessa despenalização não é quem realmente necessita, mas pura e simplesmente por luxúria, essas mesmas pessoas que vão a Espanha e pagam fortunas.
à despenalização sim, nos parametros que está autorizada e não por mera luxúria de algumas pessoas da alta sociedade.
Vêem como esta questão do "referendum" aparece oportuna, caída do céu para apaziguar as mentes menos pacatas no seio da esquerda, fazendo esquecer... Outras "lutas de classe"?
Não deram por isso ???
- "Tadinhos."
-///-
Eu penso:
- Posso pensar ?
É que por este "andar", estes "Rogeiros" do Fórum , quase manipularam todos os temas... e nem nos deixam pensar, muito menos expressar.
Então:- Cá vai!
- A vida existe. Não se discute
Não está sujeita a discussão nem escolha.
Amanhã por outra qualquer necessidade ideológica virá a eutanásia.
Depois... Outra aberração dos direitos humanos, que quaisquer outros, ditos "humanos", achem por bem legislar. Em outro qualquer momento gravosso da vida política nacional...
Não é aproveitamento político?
Pouco vos importa ???
Aproveitando-se... Na realidade
E isto é que está mal...
Sempre muito egoísticamente...
Sempre nós...
Os outros que morreram, todos uns atrasados...
Os que estão para nascer... Uns adiantados...
Uns inúteis que só vêm atrapalhar a existência dos progenitores...
A casa, o emprego , o carro, a aparência física, os vizinhos, o tratamento de beleza.
1º - o que se pretende não é uma projecção de nada. simplesmente apeteceu-me por aqui a votação, acho que faz sentido.
2º - não se preocupe que as tais "lutas de classe" vão continuar.
3º - poucos são os tópicos no fórum de politica, que hoje em dia, não acabam com a malta do cds a dizer mal da câmara o quanto pode, ou a fazer publicidade ao areia de carvalho, logo, ponho outro assunto à discussão (remeto-o ao 1º ponto)
4º - o que é um "rogeiro"?
5º - você pense, homem, e exprima-se à vontade, que eu faço o mesmo.
Se a questão do referendo é, ou não uma forma (mal) encapotada de esconder outros assuntos, não sei (mas também acho que é). O governo diz que a questão vai a referendo porque foi uma promessa eleitoral. Eles, os mesmos que tão bons são a não cumprir as promessas que fazem, fazem disto uma bandeira. quando há, no parlamento, uma maioria mais que absoluta, capaz de aprovar a lei. se não me engano, só o cds é que está contra...
Acho que, acima de tudo, o que está em jogo é o respeito pela mulher, e pela sua vontade. Não é a questão de que os abortos são legais e agora vamos todos fazer abortos, que isto agora vai ser uma festa. porque quem o faz é porque precisa, e não por desporto.
E se as famílias ricas têm condições para recorrer a clínicas privadas em Espanha, o mesmo não se passa com quem é mais pobre. e toda a gente sabe perfeitamente que é assim.
Gosto muito daquele lema: "A mulher escolhe, a sociedade respeita, o Estado garante". Parece-me justo
Por favor, tente seguir o meu pensamento, ainda que absurdo e coloque-se na minha pele:
"- Se eu tivesse sido impedido de viver. Por opção dos meus pais ?"
"- Se me perguntarem: - Porque não tenho mais um irmão/irmã de sangue?"
"- Se nos próximos anos, os etnólogos me perguntarem: - Porquê a identidade europeia se vai povoando, apesar de tudo (felizmente,digo eu) com gente que vem chegando dos países pobres, aos milhares?"
---///---
... Maduramente, e questionando sempre posições idelógicas, religiosas, partidárias, ou necessáriamente sociológicas...
Pense... Sinceramente.
Por favor... Não responda de imediato!
Pense!
A mulher escolhe....Nem que seja por capricho, a sociedade respeita??? Então e o homem não pode ter opinião diferente relativamente à escolha desta??? E o Estado, que deve ser o primeiro a promover a natalidade, até por uma questão de sustentabilidade, deve garantir uma escolha que vá em sentido contrário a tal?? Com todo o respeito, mas este lema parece-me deveras disparatado.... _________________ http://umaespecie.blogspot.com
A mulher escolhe....Nem que seja por capricho, a sociedade respeita??? Então e o homem não pode ter opinião diferente relativamente à escolha desta??? E o Estado, que deve ser o primeiro a promover a natalidade, até por uma questão de sustentabilidade, deve garantir uma escolha que vá em sentido contrário a tal?? Com todo o respeito, mas este lema parece-me deveras disparatado....
achas mesmo que alguém faz um aborto por capricho? se houver quem se possa dar a esse capricho, pode, também, dar um saltinho a espanha...digo eu.
o homem pode ter posição diferente, mas isso é problema dos dois. e não é o estado que tem que tomar posição nisso. era só o que faltava...que ele tenha a sua posição, tudo muito bem. mas com certeza que concordas que é à mulher que cabe a última palavra. porque é ela que fica gravida, não é ele.
também me parece óbvio que a aprovação da lei da IVG, tem obrigatoriamente que passar pela criação de estruturas de apoio ao planeamento familiar, e pela criação de aulas de educação sexual nas escolas (valha-me deus!!).
promoção de natalidade, sim. mas com a cabeça no sitio, e não entre miudas de 15 anos, por exemplo, ou entre mulheres que já têm muitos filhos e simplesmente não têm condições para ter mais.
o aborto não deve nunca ser a regra, devem ser criadas condições que permitam às mulheres ter esses filhos, de modo a evitar que haja esses tais caprichos, ou tomadas de decisão de cabeça quente. mas respeitar a sua vontade, caso decida não ter.
o grande problema é mesmo este: quem é rico e tem posses, facilmente vai a espanha e faz o aborto com toda a segurança. quem não é, atira-se de um vão de escada (ou usa outro método qualquer), de modo a matar o feto, e corre o risco de graves complicações de saúde, ou até de morrer.
continuo a achar que o não respeito pela vontade da mulher neste assunto (como noutros), é de um mediavalismo primário.
O governo pretende que o Estado financie a provocação de aborto em senhoras que decidem que não querem agora o que quiseram há umas semanas antes.
Com base nesta teoria de que é necessário despenalizar porque falta... Educação sexual, informação e tal...
Francamente, sejamos mais verdadeiros!
Quem, à idade da razão desconhece nos tempos que correm, que a cópula entre pessoas sexualmente activas e saudáveis é um passo para a geração de uma nova vida? Com todas as formas, algumas discutíveis, de apresentação e discussão da sexualidade, patenteada e tão evidente em tantas actividades sociais? Há quem não saiba ?
Então, ensinemos!!!
Há alguns anos atrás...
Passei junto a uma escola (EB2e3).
Nas traseiras de um dos pavilhões estavam alguns estudantes, crianças ou adolescentes.
Debaixo de um cobertor vi movimentos que indiciavam mas podiam não ser, uma atitude de relação sexual activa. Muito perto, um grupo de três ou quatro outros adolescentes, deliciava-se com a cena, rindo e trocando comentários. Em pleno dia e horário escolar. Fui à minha vida a "matutar" se não seria "aquela encenação", uma aula prática de uma qualquer matéria de educação sexual, prevista no programa ...
Não atribuamos às pessoas mais adolescentes, mais ou menos jovens um conceito de ingenuidade ou desconhecimento porque não é assim...
Concluo sim, como em muitas mais situações da vida, basta olhar à nossa volta. Somos, pouco exigentes, pouco cuidadosos, diria mesmo desleixados. A evolução da informação, da técnica e dos métodos de prevenção anticoncepcional pode permitir às pessoas toda uma vida desprovida desses sobressaltos.
Mas como o Estado vai pagar, para que se interrompa a natural evolução da vida de um ser que não tem como se defender, porque quem a Natureza previu que funcionasse como o seu defensor natural, a própria mãe, decidiu ao contrário… E o Estado por opção e decisão política vai autorizar ... E pagar.
... Com os meus impostos.
A prevenção e os tratamentos das dificuldades e faltas de saúde dos contribuintes ... Esses ficam para daqui a anos...
Mas os abortos, esses vão ser feitos até as dez semanas...
Ou mais, também não é relevante...
Assim vai o Mundo, até onde ?
. Nem todas as mulheres (certamente a larga maioria) abortam por capricho mas que as há há. Basta aliás recordar a grande reportagem de ontem da RTP em que uma directora clínica espanhola referia que mulheres com posses também procuram as clínicas espanholas. E não podemos meter no mesmo saco os dois casos.
. A questão subjacente à vontade de mudar a lei é, e tomando emprestada a tua palavra, "é medieval que mulheres que abortam por necessidade sejam levadas a julgamento por causa disso". Quanto a isso nada a obstar. Mas há também outra verdade, não menos importante que esta: "a geração da vida tem um princípio. Desde a concepção. E a partir de tal, por que se está a gerar uma vida, por que há uma expectativa que se cria, em protecção de um 3º, deve o Estado protegê-lo". Posto isto, como conciliar estes dois desígnios??
. Sejamos claros, o resultado imediato da IVG não é as mulheres deixarem de ir a tribunal, mas sim que todo e qualquer aborto é livre. O efeito é largamente superior à sua causa. E nesse sentido, sou obrigado a responder não no referendo. Por muito que defenda que as mulheres não devem ser levadas a julgamento, acho que o aborto livre deve ser proibido.
E os defensores do sim, por que não se percebeu muito bem até agora, em que se dividem? A favor do aborto primeiro, ou a favor do não julgamento das mulheres primeiro?? _________________ http://umaespecie.blogspot.com
O governo pretende que o Estado financie a provocação de aborto em senhoras que decidem que não querem agora o que quiseram há umas semanas antes.
Aquidelrei escreveu:
Há alguns anos atrás...
Passei junto a uma escola (EB2e3).
Nas traseiras de um dos pavilhões estavam alguns estudantes, crianças ou adolescentes.
Debaixo de um cobertor vi movimentos que indiciavam mas podiam não ser, uma atitude de relação sexual activa. Muito perto, um grupo de três ou quatro outros adolescentes, deliciava-se com a cena, rindo e trocando comentários. Em pleno dia e horário escolar. Fui à minha vida a "matutar" se não seria "aquela encenação", uma aula prática de uma qualquer matéria de educação sexual, prevista no programa ...
estavam a usar preservativo? (não, não é nenhuma piada)
a diferença entre ter aulas de educação sexual ou não, está mesmo aí. saber os riscos, conhecer o métodos contraceptivos, essas coisas. não é propriamente aulas sobre posições sexuais. (embora também possa ser uma matéria interessante).
as aulas de educação sexual são da maior importância, e já deviam ter sido instituídas à muitos anos! pena a preguiça dos governantes, e a força da igreja.
Mick escreveu:
. A questão subjacente à vontade de mudar a lei é, e tomando emprestada a tua palavra, "é medieval que mulheres que abortam por necessidade sejam levadas a julgamento por causa disso". Quanto a isso nada a obstar. Mas há também outra verdade, não menos importante que esta: "a geração da vida tem um princípio. Desde a concepção. E a partir de tal, por que se está a gerar uma vida, por que há uma expectativa que se cria, em protecção de um 3º, deve o Estado protegê-lo". Posto isto, como conciliar estes dois desígnios??
exacto. é uma questão muito sensível. nisso tens toda a razão. é preciso estudar estas coisas muito bem estudadas, e há quem o faça. dizes que a vida começa no momento da concepção. a ciência diz que o feto só é um ser vivo, no sentido lato do termo, passadas algumas semanas... que eu não sei quantas são, mas que com certeza são mais que as dez que têm sido faladas.
Mick escreveu:
. Sejamos claros, o resultado imediato da IVG não é as mulheres deixarem de ir a tribunal, mas sim que todo e qualquer aborto é livre. O efeito é largamente superior à sua causa. E nesse sentido, sou obrigado a responder não no referendo. Por muito que defenda que as mulheres não devem ser levadas a julgamento, acho que o aborto livre deve ser proibido.
E os defensores do sim, por que não se percebeu muito bem até agora, em que se dividem? A favor do aborto primeiro, ou a favor do não julgamento das mulheres primeiro??
acho que a questão não é tão simples como "todo e qualquer aborto ser livre". claro que não é o simples "ah...e tal...apetece-me fazer um aborto! siga!...." tem que haver um acompanhamento, dar a conhecer todas as opções, de forma a evitar que a mulher aborte. mas, no fim, respeitar a vontade consciente dela, caso seja essa a sua decisão. e dar-lhe todas as condições de higiene e de segurança. porque mesmo que a lei fique exactamente como está, vão haver milhares de abortos feitos em condições muito precárias, todos os anos. para mim, está é que é a verdadeira questão. porque mesmo que a lei não mude, as mulheres vão continuar a fazê-los, porque, quando o fazem, é porque não têm outra opção. ou então, se tiverem dinheiro, dão um salto a espanha.
ninguém, acho eu, é a favor do aborto. nem mesmo as mulheres que o fazem, por necessidade. ao julgamento das mulheres que fazem o aborto...só me ocorre um nome: PALHAÇADA POLÍTICA.
Não creio que um feto seja considerado ser vivo só decorridas várias semanas, quanto mais não seja porque o critério de atribuição de tal qualidade seria e é nesses termos arbitrário. Ora, parece-me que nesta matéria não poderemos relativizar. Serão 10? Serão 8? Serão 2? Para mim, a vida começa a partir do momento da concepção. E basta atentar em ecografias que mostram já uma assinalável evolução entre a 1ª e a 9ª semana de gravidez de uma mulher....Se considerássemos vida a partir da 10ª semana, então não temos um ser vivo antes? E se for à 9ª semana e 30º dia, também continua a não ser ser vivo??
AquiDelRei disse uma coisa com pertinência. A função do Estado é promover a vida e não o contrário. Por conseguinte, o cidadão tem todo o direito de questionar a canalização dos seus impostos para algo que vai contra a sua consciência. E não podemos chamar de "desumano" a quem seja contra o aborto. Da mesma maneira que não chamo "anti-vida" a todos os que defendem o aborto, porque nem todos o são estruturalmente.
O que mais me irrita nesta questão é ver o oportunismo de clínicas já a pensarem em negócios e lucros com a liberalização do aborto em Portugal. Mais uma vez, a humanidade e dignidade das mulheres fica para segundo plano. E uma discussão serena, que apontasse para uma solução intermédia, perde espaço, uma vez que os soundbytes que serão escritos e falados até janeiro, centrar-se-ão numa espécie de luta do Bem contra o Mal. _________________ http://umaespecie.blogspot.com
Respeitando todas as opiniões independentemente da ideologia politica, mas tendo que por ai passar, temos quer ser coerentes com a nossa forma de viver, é tudo muito bonito quando é nos outros, mas quando nos toca directamente meus deus...
Pergunto se os Srs. já viram ao vivo um feto com 10 semanas?
Eu já!
Já o viram depois de ter sido abortado?
Eu já!
Só lhes digo que é de arrepiar aquilo que vi meus amigos não tenho palavras para descrever as semanas seguintes ao digerir aquilo que vi...
É que ainda por cima ninguém engravida sem querer e até parece que se trata de uma doença contagiosa que se apega com o ar ou coisa parecida!
E mais muitas vezes até me pergunto se as pessoas se esquecem dos passos que deram até atingir a gravidez.
O Direito à Vida deve ser entendido como o mais primário dos direitos, na medida em que é condição essencial da existência de todos os outros denominados direitos fundamentais: o direito à habitação, o direito ao trabalho, o direito à educação ou o direito à segurança social.
Sem vida humana nenhuma liberdade, nenhum direito mesmo fundamental, faz qualquer sentido.
O Direito à Vida é a consagração do mais basilar princípio da nossa cultura, da nossa sociedade - a Dignidade da Pessoa Humana.
O Direito à Vida é o direito de não ser morto. O direito a não ser morto em nenhuma fase da vida. Em nenhuma circunstância.
O Direito à Vida não se restringe apenas à mera protecção da vida de entes dotados de personalidade jurídica, é muito mais do que isso, abrange, e tem que abranger forçosamente, sob pena de impossibilidade de existência desta mesma personalidade, o direito à vida pré-natal.
É portanto, uma incoerência, a liberalização do aborto!
A Vida Humana é inviolável e indisponível. A mulher tem direito ao seu corpo, mas não tem, certamente, qualquer direito sobre o corpo do feto. Este novo ser tem, desde o momento da concepção, uma individualidade própria. À mulher, assiste antes, uma especial obrigação de guarda e protecção daquele novo ser humano.
Quais serão então os argumentos sérios esgrimidos em defesa da liberalização do aborto, até determinada altura?
Qual o critério escolhido para admitir a realização do aborto livre nas primeiras 10 semanas?
Qual a alteração significativa que ocorre no feto entre a 10ª e a 11ª semana que justifique a sua liberalização?
No primeiro mês de gravidez (entre a 3ª e a 4ª semanas) o feto mede aproximadamente 4 mm, o seu coração já começou a bater, o estômago, o fígado, o pâncreas, os pulmões, os brônquios e o aparelho urinário já estão esboçados.
A incoerência aumenta quando Portugal assinou já a Convenção dos Direitos da Criança que confere protecção ao ser humano tanto antes como depois do nascimento.
A incoerência aumenta ainda mais quando, em Portugal, os embriões fertilizados "in vitro" tem, até eles, protecção legal.
Admitir a liberalização do aborto, invocando como até agora tem sido feito, a liberdade da mulher, que curiosamente teve direito a nascer, de decidir sobre a vida de outro ser humano é no mínimo a negação - num duplo sentido - do fundamental princípio da igualdade:
Entre a vida da mãe e a vida do filho;
Entre o direito da mãe e o mesmo direito do pai.
Admitir a liberalização do aborto, invocando, como até agora tem sido feito, motivos de ordem sócio-económica como a miséria é assumir que o Estado se demite da sua mais elementar função - a Promoção e Protecção da Dignidade da Pessoa Humana.
O Estado, ao não ter resposta para resolver o problema da mulher que quer abortar porque não tem situação económica que lhe permita ter aquele filho está a admitir a sua incapacidade para dar resposta a um problema da sociedade que tem obrigação de resolver.
Permitir ao Estado que se demita desta sua obrigação, é admitir a desvalorização da Dignidade da Pessoa Humana. É admitir ao Estado que, em vez de conduzir o seu esforço no sentido de criar as condições educativas, sociais e económicas, por forma a tentar resolver o problema, se desresponsabilize das suas obrigações e opte pela solução mais fácil, mais comodista e mais cobarde, permitindo a eliminação dos seres humanos mais débeis, mais dependentes e por isso totalmente indefesos.
Permitir ao Estado este tipo de conduta fácil é abrir a janela, se não mesmo a porta, para que todo o tipo de violação da Dignidade da Pessoa Humana seja, no futuro permitido, em nome da falta de meios, em nome da vontade, ou da liberdade, dos mais fortes - aqueles que já nasceram porque tiveram a sorte de a mãe os querer, de a mãe ter os meios para prover ao seu sustento.
Quando o Estado e a sociedade admitem legalizar estas condutas, não estamos em presença de uma sociedade que dignamente possa intitular e eleger como princípio constitucionalmente consagrado o respeito pela Dignidade da Pessoa Humana.
Como católico, entendo que a Vida é um Dom que só Deus pode dar e também só Deus deve tirar.
Como cidadão, entendo que a Defesa e a Promoção da Vida só é possível se a Dignidade da Pessoa Humana for devidamente defendida, respeitada e salvaguardada desde o seu início - desde a fecundação.
Como católico e como cidadão, entendo pois que a actual lei vai até ao máximo do que é moralmente permitido ao admitir que, em casos limite devidamente analisados e ponderados, seja excluída a ilicitude do aborto.
Então o Governo não tem dinheiro para a financiar a contracepção como é que vai finaciar o aborto !? Quem é que sai a ganhar com tudo isto ?
Serão as Clinicas ? _________________ O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra.
claro. com os teus impostos, com os meus, com os de toda a gente. eu também não quero que os meus impostos sejam usados para pagar processos de tribunal contra mulheres que fazem aborto.
mas então digam-me lá! como se resolve o problema dos abortos ilegais?
deixa-se estar tudo como está, e olha-se para o lado, deixando que as mulheres continuem a fazer abortos ilegais, sem qualquer tipo de segurança?
manda-se com as mulheres para a cadeia?
como?
alguém conhece uma mulher que se tenha tenha visto obrigada a fazer um aborto? eu conheço. mais do que uma, até! e é trágico.
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