| João Pedro Lopes, no Jornal de Esposende, escreveu: |
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Enquanto passava a semana política em revista, percorrendo jornais vários ou meros artigos de alguns opinion-makers, e consequentemente me debruçava sobre alguns assuntos que realmente me preocupam, tais como a nomeação da nova Secretária Estado norte americana ou o conflito Israelo-Palestiniano sobre o qual disserto no mestrado, senti-me por momentos acometido de uma súbita e inusitada desconsolação ao ver pequenos excertos relativos a V. Exa. vindos daqueles que consigo planearam vitórias, avaliaram derrotas mas acima de tudo, de si se aproximaram. Gostaria, se me permite, de lhe referir que enquanto Presidente da Juventude Popular nunca concordei particularmente com a sua forma de gestão desta autarquia, mas vergo-me perante o seu Curriculum profissional. Vergo-me perante O Homem que não precisa de provar aos que consigo privam e não só o que quer que seja. Vergo-me perante a dimensão dos seus sucessos profissionais, a dimensão da sua visão estratégica num mercado agro como é aquele em que se move com tanta à vontade. Evocar-lhe-ia porém o outro lado, a memória da última campanha. Evocar-lhe-ia a memória dos elogios a todos aqueles que hoje o querem afastar da política e se unem e reunem contra si. Evocar-lhe-ia as eleições intercalares em Apúlia, em que festejou a vitória de muitos que hoje o querem banir e o injustiçam. Evocar-lhe-ia tantas e tantas lutas com homens que hoje o ignoram e estranham. Como é possível que alguns miúdos a pé de si e menos miúdos, sem qualquer experiência de vida o possam atacar desmesuradamente? Onde está o autarca forte com que era definido? No fundo continuam a bater-lhe nas costas, alteraram só a intensidade do batimento. Esta é apenas uma seta lançada e fruto do amargo daquilo que sobre si tenho lido e ouvido nestes últimos tempos. Mas permita-me V.Exa. que lhe lembre que está refém daquilo que criou. Talvez esteja hoje a receber o juro de tempos outros, e com a dor de vir da sua própria casa, talvez de alguns que a frequentaram. Espero que quando lutou contra os anteriores Presidentes de Câmara tenha guardado metade do antídoto porque hoje recebe em igual medida. Valeu a pena o que fez? As lutas que comprou? E tanta gente boa que o rodeava, apesar de não ser do seu partido. Não esperava certamente que no fim deste texto lhe lançasse o repto para ser candidato independente porque eu não votaria nunca em si, apesar da insignificância do meu voto. Não creio que esteja aliás em condições de convencer quem quer que seja. Creio antes que deveria lembrar-lhe que está hoje a ser presenteado com a mesma lança com que feriu outros e manifestar o meu agrado que passados alguns anos o Senhor é afrontado pelos seus amigos. Como diria Molière “Quem dos outros ri, deve recear que, como vingança, também se riam de si”. Dr. João Pedro Chaves Lopes Ex-Presidente da Juventude Popular |
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