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Estudo de impacte ambiental, em reclamação pública
Já lá vão uns anos, ainda no Governo anterior, que Esposende reclama melhorias na foz do rio Cávado, capazes de facilitar a navegação de barcos leves e de pequeno porte, sobretudo, embarcações de turismo, além dos “motores fora de borda”, da pesca junto da costa.
Muitas promessas, invocados os mitos do passado e os adiamentos sucessivos, pese embora o enrocamento de canalização na margem direita, viesse a dar esperanças de se retomarem os projectos do Engº Custódios Vilas Boas, (o tenente de Engenharia) – autorizadas pelo Alvará de 20 de Fevereiro de 1795, de D. Maria I - assassinado em Braga, quando das invasões francesas de 1808/09. Mas, dois titulares do Instituto Marítimo e Portuário, do anterior Governo, prometeram um estudo de impacte ambiental rápido, para solução ainda mais rápida, com aproveitamento das areias para aterros ou de vendas ao público, para diminuir os custos da obra.
O estudo em reclamação pública, iniciou-se em Junho de 2000 e foi até 2002; encerrou em 2003 e cá veio ter a Esposende, para se reclamar, em 2004!
Se bem nos lembrámos, na discussão pública, então organizada, com a presença de numerosos técnicos das várias especialidades da obra e os pescadores de Esposende, a maioria votou a proposta três(3), com enrocamentos a norte e a sul, de forma a proteger a restinga – a defesa de Esposende, desde os Socorros a Náufragos à rotunda da praia, pelo menos – com prolongamento do molhe norte a fim de se proteger o canal de navegação e cobrir a restinga dos temporais do sudoeste. Ora, o estudo, vacila quanto à justeza dos trabalhos, nada garante se vão surgir os resultados práticos pretendidos.
A alternativa três(3) é a mais adequada, segundo os autores deste estudo, embora tenham referido várias vezes, das lacunas de informação para se justificar o estudo, isto é, os autores, parece, mantêm dúvidas...
Assim, no mapa dois anexo ao estudo e dos cálculos efectuados, há um corte no prolongamento dos molhes e deixa a descoberto a face exterior da restinga, em que a fractura é de risco, porque voltada ao sudoeste, as correntes e o mar “comem tudo e não deixam nada”.
Sabe-se que as correntes do mar correm no sentido norte/sul, em paralelo à linha de costa, até á foz; aí desviam-se para o poente e, provavelmente, vão exercer influência no movimento das areias.
Conforme elementos recolhidos nas conclusões do estudo, o canal terá uma 1,6m de altura de água, na baixa mar entre os molhes. Sobra, a provável fractura da restinga da margem esquerda, devido à falta de protecção contra os ventos e os temporais de sudoeste, de forte ondulação.
Este estudo, é um projecto dedicado à melhoria da Barra do Cávado, em separado do Plano Finisterra, que é destinado a correcções da orla costeira. Mas, a visita a Esposende, dos responsáveis, ao tempo (20 de Fevereiro de 2001) do Instituto Marítimo e Portuário, não deixou saudades: ficou tudo cada vez mais na mesma.
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