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QUEM sucede a Ronaldo na lista de detentores do troféu Bola de Ouro? Deco, Luís Figo e Pauleta figuram entre os 50 nomeados ao título de melhor jogador da época passada para a revista France Football.
Um consagrado, Luís Figo, um repetente, Pauleta, e uma estreia, Deco, são os representantes de Portugal nas candidaturas ao prémio Bola de Ouro, atribuído anualmente e desde o já longínquo ano de 1956 pela prestigiada revista francesa France Football.
Luís Figo, vencedor em 2000, é um dos oito jogadores do Real Madrid indicados.
O ciclone dos Açores figura na lista pela segunda vez consecutiva, face às excelentes prestações pelo Bordéus, já reconhecidas em França noutros galardões.
A nomeação de Deco, que tem nacionalidade brasileira e portuguesa, reflecte o relevante papel no FC Porto e a conquista da Taça UEFA pelo clube.
Depois do Real Madrid, a Juventus é a equipa com mais candidatos ao prémio (são seis). Por países, no entanto, Itália e França, cujo campeonato só tem duas formações representadas no galardão, oferecem 10 e oito jogadores, respectivamente, enquanto Espanha faz-se representar por apenas três futebolistas. Dos 50 nomeados, 42 são europeus e apenas oito são originários de outros continentes (americano e africano). Em Itália, jogadores do Milan e o próprio Diego Maradona, falando tanto de Cuba como da Argentina, têm feito campanha por Paolo Maldini, o veterano defesa (35 anos) que dedicou a carreira à turma da Série A italiana mas cujo impressionante currículo não contempla este tipo de reconhecimento internacional. Com mais dois anos de contrato com o Milan, Paolo Maldini tem agora uma das já escassas oportunidades de merecer o favoritismo dos jornalistas de diversos países que votam o vencedor da Bola de Ouro. Se Pauleta ou Deco ganharem, juntam-se a Figo (pelo Real Madrid) e a Eusébio, vencedor em 1965, depois de ter sido o segundo jogador mais votado em 1962, situação que se repetiu em 1966. E, ao serviço do Atlético Madrid, Futre perdeu para Gullit em 1987. Novo sucesso elevaria Figo à categoria dos poucos futebolistas recompensados por duas vezes: os alemães Beckenbauer (1972 e 1976) e Rummenigge (1980 e 1981) e o hispano-argentino Di Stefano (1957 e 1959). Distinguidos por três vezes só o francês Platini (1983, 1984 e 1985) e os holandeses Cruyff (1971, 1973 e 1974) e Marco van Basten (1989, 1990 e 1992).
Fonte: A Bola
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