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Esposende, 04 Abr (Lusa) - O movimento "Não às portagens na A28", de Esposende, convidou hoje, publicamente, o Presidente da República a usar a Estrada Nacional 13 (EN13) quando for a Viana do Castelo no 10 de Junho.
"É para ver quantas horas demora", frisou o porta-voz do movimento.
João Pedro Lopes adiantou à Lusa que Cavaco Silva deveria fazer o percurso para constatar que não chegaria a tempo das cerimónias do Dia de Portugal - que este ano decorrem na capital do Alto Minho - dado que levaria "três horas ou mais" a fazer os cerca de 50 quilómetros daquela estrada nacional.
"O convite ao presidente serve para mostrar que, ao contrário do que diz o ministro das Obras Públicas, não há alternativa à auto-estrada A28, e, muito menos, para os camiões que não passam na ponte de Fão", sublinhou Pedro Lopes.
O porta-voz falava á Lusa no final de uma "arruada", com concertinas e instrumentos de percussão, que hoje decorreu no centro da cidade para angariar assinaturas para uma petição que será entregue na Assembleia da República.
Por entre os incentivos e mesmo aplausos dos munícipes, a "arruada" obteve algumas dezenas de assinaturas.
Duas delas algo mediáticas, caso das do líder do PND, Manuel Monteiro, que visita com frequência a cidade onde tem um núcleo de militantes e prometeu apoio à causa, e a do treinador de futebol, Luís Campos.
Segundo João Pedro Lopes a recusa dos esposendenses em pagar portagens, prende-se com o facto "de não haver, de facto, uma alternativa já que a situação na zona, é muito pior do que no Algarve, onde o Governo considera que a Via do Infante não tem alternativa na estrada nacional".
"O que farão os camiões? Chegam a Fão e entram na auto-estrada porque não podem passar na ponte de Fão? E saem alguns quilómetros à frente", questiona Pedro Lopes, rejeitando a interpretação governamental de que a A28 é uma "Scut" visto ter sido construída pela Junta Autónoma de Estradas - e já estar paga - e não por empresas privadas.
A introdução de portagens na via vai também - segundo afirma o porta-voz - prejudicar as empresas da região, algumas delas de grande importância, como sucede com a Impetus, a Solidal, os Estaleiros de Viana, a Portucel e a Quintas e Quintas, "contribuindo, assim, para desertificar, ainda mais, o litoral nortenho".
Para além do Movimento "Não às portagens" em Esposende está activa uma Comissão de Utentes que se pronuncia, sábado em conferência de imprensa, sobre o assunto.
A contestação às portagens tem tido apoio da autarquia e de entidades locais que lembram que a EN 13, no concelho de Esposende, "não é mais que uma grande estrada municipal, atravessando as freguesias de Apúlia, Fão, Gandra, Esposende, Marinhas, Mar, Belinho e Antas, quase desclassificada em alguns troços".
No seu redor "cresceram habitações, infra-estruturas colectivas, mobiliário urbano e nele se podem encontrar escolas, igrejas, zonas comerciais, pequenas mercearias e grandes supermercados, semáforos, rotundas cruzamentos e entroncamentos".
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