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“Imagem, fama e percursos de vida” foi o tema da tertúlia que teve lugar, na passada sexta-feira, na Casa da Juventude, no âmbito das “Conversas na Casa…” e que juntou à mesma mesa Manuel Serrão, membro da Comissão Executiva do Portugal Fashion e empresário do ramo da moda e organização de eventos, e Henrique Vaz, docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Sob a moderação da jornalista Márcia Silva, os convidados abordaram muitos dos aspectos ligados à fama, tendo ambos concordado que o negativo supera o positivo, no que diz respeito às vantagens e desvantagens.
A propósito da efemeridade da fama e das consequências daí resultantes, Manuel Serrão referiu-se, a título de exemplo, a uma série televisiva juvenil, apontando-a como “destruidora de sonhos”, na medida em que traz para a luzes da ribalta jovens, criando-lhes ilusões, não os preparando para a fase em que deixam de estar sob esse mediatismo. “Cria-se muito a ideia de que é preciso agarrar as oportunidades e os jovens não estão preparados para a etapa seguinte”, alertou o empresário portuense.
Quer do lado da mesa quer da assistência, foram tecidas críticas relativamente à postura dos pais que “empurram” os filhos para o mundo da televisão, na esperança de tirarem daí dividendos.
A propósito de figuras públicas, Henrique Vaz referiu que estão obrigadas a “uma dose de responsabilidade”, na medida em são tidas como referência e modelo a seguir e “as pessoas alimentam o sonho de se reverem no seu sucesso”.
A imagem enquanto factor determinante, ou não, para a fama, foi outro dos aspectos focados, assim como as figuras do jet set e chamadas revistas cor-de-rosa, que, segundo Manuel Serrão, “também vendem o lado mau da fama”.
Neste “Conversa na Casa” foram abordadas muitas outras questões associadas ao tema “Imagem, fama e percursos de vida”, nos mais diversos quadrantes, desde o futebol à política.
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