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O Cemitério Medieval das Barreiras, em Fão, foi, ontem, palco de uma acção de sensibilização, que contou com a participação de cerca de duas dezenas de jovens e professores da Escola Profissional de Esposende (EPE).
A iniciativa traduziu-se na remoção de lixo e vegetação que se acumulou ao longo dos últimos meses e foi promovida pela Câmara Municipal de Esposende, através do Serviço de Património Histórico-Cultural, tendo contado com o apoio da Empresa Municipal Esposende Ambiente (EAmb).
Esta iniciativa pretendeu despertar e consciencializar os participantes para o facto de todos os cidadãos terem o direito à fruição do património cultural e também o dever de o preservar, defender e conservar, para além de o valorizar, com o objectivo de divulgação, acesso à fruição e enriquecimento dos valores culturais que nele se manifestam.
Esta acção é um exemplo do tipo de iniciativas que poderão ser fomentadas uma vez que, acompanhadas por técnicos especializados, criam laços entre a comunidade e o seu património, para além de promover a formação cívica e cultural. É no seguimento desta linha orientadora que estas actividades deverão ser estimuladas junto da comunidade esposendense, nomeadamente das camadas mais jovens.
O Cemitério Medieval das Barreiras, também conhecido por Necrópole das Barreiras, é um dos testemunhos da comunidade da vila de Fão, entre os séculos XI e XIV.
Trata-se de um sítio arqueológico cuja escavação teve início em 1989, concretizada por uma equipa liderada por Brochado de Almeida, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. As intervenções arqueológicas foram realizadas numa área de cerca de 600 m2, tendo sido postas a descoberto, fundamentalmente, cerca de 190 sepulturas. Estas caracterizam-se por túmulos de diferente concepção, em granito e/ou xisto, cuja cronologia oscila entre os séculos XI e XIV. Poucos cemitérios medievais foram escavados até então e raros são os que se encontram em considerável estado de preservação.
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