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Um representante da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) vai hoje ao núcleo de Castro Verde da instituição para apurar responsabilidades no caso do depósito de várias toneladas de roupa, calçados e brinquedos novos numa lixeira desactivada do concelho de Ourique.
Em comunicado, a direcção nacional da Cruz Vermelha anuncia ter mandado "averiguar as circunstâncias em que o núcleo de Castro Verde fez depositar numa lixeira de Ourique diversas toneladas de roupa". Para tal, enviou o coronel Ruy Oliveira Soares, secretário-geral da instituição, a Castro Verde.
"Logo que apuradas as responsabilidades, serão tomadas as medidas, que têm de ir até às últimas consequências", acrescenta o comunicado.
O caso, divulgado hoje, ocorreu no sábado passado, quando um camião do núcleo da Cruz Vermelha de Castro Verde depositou numa lixeira desactivada do concelho de Ourique centenas de caixas contendo roupa, calçados e brinquedos, alegadamente estragados.
Perante este presente inusitado, dezenas de pessoas dirigiram-se à lixeira, disputando entre si vestuário e calçado de marca.
Face a um pedido de esclarecimento por parte da autarquia de Ourique, que foi informada do caso pela GNR, a presidente do núcleo de Castro Verde da CVP, Maria José Rita, explicou o sucedido com "uma avaria num camião que já se encontrava carregado com caixas de roupa que a chuva estragou".
Na sua versão dos acontecimentos, os funcionários da associação humanitária dirigiram-se primeiro a uma lixeira em Odemira. Mas não puderam deixar lá a roupa, porque o local "se encontrava encerrado". Ao passarem por Ourique terão constatado "que a lixeira de S. Brás se encontrava aberta sem qualquer vedação que impedisse o acesso". A lixeira encontra-se em processo de selagem. Maria José Rita acrescentou que a decisão de não transportar a roupa para o aterro intermunicipal de Beja se deveu ao facto de ali se pagar uma taxa.
Fonte: Público.pt
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