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A Polícia Judiciária (PJ) vai investigar o incêndio que hoje destruiu parcialmente a Casa Peixoto, um armazém de materiais de construção e bricolage, com 20 mil m2, situado na Zona Industrial de Neiva, em Viana do Castelo.
"A GNR já chamou a Polícia Judiciária, mas a explicação que eu encontro é um curto-circuito. De momento, não vejo mais nenhuma explicação", disse, à Lusa, Luciano Peixoto, administrador da empresa.
Luciano Peixoto garantiu que as cerca de 80 pessoas que ali trabalham "têm o emprego e os salários assegurados" e que hoje mesmo "já se trabalha" no sentido da reconstrução do imóvel, "que deverá reabrir a muito breve prazo".
"Está tudo coberto pelo seguro e hoje é o dia zero para recomeçarmos", sustentou.
O administrador revelou ainda que a empresa tem uma área coberta de 20 mil metros quadrados e que ardeu "cerca de metade".
Garantiu que o segurança da empresa tinha feito uma ronda, até cerca das 00:10, sem nada detectar de anormal, tendo o alarme do sistema de incêndios soado cerca de uma hora depois.
O comandante operacional dos bombeiros no terreno, Martinho Campos, admitiu que "é muito pouco provável" que tenha sido um curto-circuito a provocar toda aquela destruição.
Martinho Campos escusou-se a adiantar causas, por ser "muito difícil encontrá-las" por entre "o mar de escombros, de ferro torcido e de material distorcido".
"Uma sobrecarga eléctrica poderia provocar uma situação destas", admitiu, no entanto.
As autoridades admitem ainda como "equacionável" a hipótese de o fogo ter tido origem na bateria de um empilhador.
"Neste momento, tudo não passa de hipóteses", sublinhou Martinho Campos.
O alerta para os bombeiros foi dado às 01:18, por um funcionário dos Serviços Municipalizados que passava no local, mas nessa altura as chamas já estavam a lavrar "há muito tempo".
"Quando lá chegámos, as chamas já se tinham propagado a praticamente todo o edifício e já se tinha verificado a derrocada da cobertura", referiu Martinho Campos, o comandante operacional no terreno.
Segundo o responsável, o incêndio só foi extinto ao fim de três horas, tendo o combate sido dificultado por o armazém guardar vários produtos tóxicos e inflamáveis, nomeadamente tintas, colas e diluentes, além de muita madeira.
O combate às chamas mobilizou os voluntários de Viana do Castelo, Esposende e Fão e os municipais de Viana do Castelo, num total de 52 bombeiros, apoiados por 19 viaturas.
A Casa Peixoto, uma empresa de gestão familiar com 30 anos, tem também postos de venda em Guimarães, Porto e Lisboa e, no total, emprega 130 trabalhadores.
Fonte: Lusa
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