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Cooperativa Agrícola de Esposende emitiu factura de compra e Alfândega de Viana do Castelo levantou auto de contra ordenação. Família está indignada e já protestou o caso.
A família de Maria Armanda, falecida há quatro anos, está indignada, com a Cooperativa Agrícola de Esposende, devido a uma compra de gasóleo que lhe é imputada há menos de dois. Responsáveis da Cooperativa dizem que o caso está a ser resolvido com os serviços alfandegários de Viana do Castelo que contactados pela reportagem da Voz do Minho/Rádio Barcelos, recusaram-se prestar declarações.
Um dos filhos de Maria Armanda sublinha o facto da mãe ter falecido há quatro anos. Sílvio Américo, a residir em Arcozelo, garantiu à Voz do Minho/Rádio Barcelos, que nenhuma compra de gasóleo foi efectuada pela mãe nem por familiares, acrescentando que o cartão de sócia da Cooperativa está desactivado.
“Para nosso espanto recebemos em finais de Abril uma carta da Alfândega de Viana do Castelo a dar conta do levantamento de um processo de contra ordenação relativo à compra ilegal de gasóleo colorido”. O filho deslocou-se de imediato à Cooperativa Agrícola de Esposende para tentar perceber o que se estava a passar mas foi remetido para os serviços alfandegários.
“Enviei entretanto uma carta registada aos serviços da Alfândega de Viana do Castelo a contestar o processo e coloquei em anexo uma fotocópia da certidão de óbito da minha mãe”, explicou Sílvio Américo que não entende como é que a Cooperativa pode ter facturado a compra de gasóleo à mãe. No entanto a Voz do Minho/Rádio Barcelos apurou que não se trata de um caso isolado existindo queixas similares de várias pessoas do concelho de Esposende.
È que em causa está a venda ilícita de mais de 62 mil litros de gasóleo colorido e marcado à Cooperativa Agrícola de Esposende vendidos a pessoas não titulares de cartão de microcircuito.
Francisco Areias da Cooperativa Agrícola de Esposende contactado pela Voz do Minho/ Rádio Barcelos não explicou o caso, referindo apenas que “todas as declarações e os assuntos relacionados com o referido processo foram tratados com as pessoas envolvidas e com a respectiva alfândega.
Está tudo a ser esclarecido e resolvido.
É tudo o que posso dizer, não tenho autoridade para mais”, rematou.
A Voz do Minho contactou ainda os serviços alfandegários em Viana do Castelo que se recusaram prestar declarações.
Fonte: a Voz do Minho
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