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Local: Tragédia em Forjães
Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007 @ 2:59:11 GMT por webmaster

Forjães forja "

Atropelamento na EN 103 ceifa duas vidas; acidente nas Marinhas faz seis feridos

A manhã do dia 11 de Fevereiro foi trágica para as gentes de Forjães, que viram partir um casal de septuagenários, em consequência de um atropelamento, seguindo-se, tempos mais tarde, um acidente, nas Marinhas, envolvendo uma viatura da GNR, do posto de Esposende, donde resultaram feridos mais três forjanenses, entre os seis acidentados.

Por volta das 06.40h, na estrada nacional 103, no troço de Forjães, mais precisamente junto ao cruzamento da ETFOR, precisamente onde dois dias antes se havia despistado um veículo de transporte de combustíveis, deu-se um atropelamento mortal, que deixou consternada toda a freguesia.

As vítimas foram dois forjanenses, de 71 anos, marido e mulher, que se deslocavam para a igreja, para missa das 7 horas.

Tudo leva a crer que, circulando pela berma da esquerda (sentido Viana – Barcelos), as malogradas vítimas terão, na zona do cruzamento da Rua do Salgueiral/ Rua de Casaínhos/ EN 103, atravessado a via, sendo colhidos, durante essa operação, por uma viatura que circulava em sentido ascendente, portanto na mesma direcção.

Na altura, chovia e ainda estava escuro, o que levou a que o condutor do Citroen Saxo, um jovem forjanense de 21 anos, não tivesse visto os dois peões que atravessavam a via.

Em consequência do embate, uma das vítimas, do sexo masculino, foi projectado para a direita, ficando estendido já na entrada, desnivelada, para a fábrica ETFOR. A sua esposa, por sua vez, também foi colhida pela viatura, embatendo violentamente no seu “capot”, quebrando o pára-brisas, donde caiu, para a valeta, cerca de oitenta metros depois do primeiro (suposto) embate.

Para o local foram mobilizados vários meios de socorro, designadamente a viatura médica de emergência rápida afecta ao Centro Hospitalar de Viana do Castelo (VMER), a Cruz Vermelha Portuguesa, Núcleo de Neiva (CVP) e os Bombeiros Voluntários de Esposende (BVE), ainda que estes, posteriormente, recebessem indicação, do CODU - Porto (Centro de Orientação de Doentes Urgentes), para não saírem, isto depois de terem sido accionados por esta mesma estrutura - de acordo com Juvenal Campos, comandante desta força de socorro concelhia, mesmo perante tal indicação, e face aos dados disponíveis, os BVE avançaram para o local com uma ambulância de socorro e três tripulantes, acabando, mais tarde, por regressar ao quartel.

No local, os socorristas (três elementos da CVP) e os elementos do INEM (um médico e um enfermeiro) nada puderam fazer, limitando-se a confirmar o óbito de ambas as vítimas. Em consequência de tal, a ambulância da Cruz Vermelha de Neiva abandonou o local, tendo sido accionados, agora para a remoção dos cadáveres, os BVE. Estes fizeram deslocar para o local uma ambulância de transporte, com dois elementos, enquanto se aguardava a chegada ao local da Delegada de Saúde.

Os corpos apenas receberam ordem para serem retirados perto das 10.30h, situação que aumentou a consternação de familiares e populares, pois o óbito havia sido declarado há mais de três horas.

Enquanto isso, os corpos permaneceram na berma da estrada, tapados com um lençol branco, debaixo de uma chuva copiosa e perante o olhar de automobilistas e transeuntes, entre os quais muitos conhecidos das vítimas que se mostravam incrédulos com o sucedido e chocados com o triste “espectáculo”.

Em termos de forças policiais, numa primeira fase, esteve no local uma patrulha da GNR de Esposende, a que se juntaram elementos da Brigada de Trânsito de Viana do Castelo, onde, aliás, um dos filhos das malogradas vítimas presta serviço.

A viatura da GNR de Esposende, com dois militares, acabou por, por volta das nove horas da manhã, transportar o condutor do veiculo que atropelou as vítimas mortais, na companhia de um seu irmão, na casa dos 25 anos, ao posto de Esposende, onde foi realizado novo teste de alcoolemia, confirmando-se que tudo estava dentro da normalidade (valor apurado: 0,12ml/l – informação apontada por várias fontes, que não conseguimos, no imediato, confirmar).

Quando a viatura da força policial regressava a Forjães, já com outra patrulha da GNR, acaba por sofrer um violento acidente, no cruzamento do Núcleo da Cruz Vermelha das Marinhas, estrada nacional 13.

Embatendo numa viatura que saída do lado nascente, a veículo da GNR acabou por rodopiar e bater violentamente na casa situada em frente da sede da Cruz Vermelha.

Da violência do embate resultaram, numa primeira fase, cinco feridos (quatro da viatura da GNR e o condutor do outro veículo), a que se juntou uma outra vítima, ao ver tal sinistro.

Para o local foram deslocados vários meios de socorro, a saber: dos BVE - quatro ambulâncias, um desencarcerador e uma viatura de combate a incêndios, num total de 20 homens; da Cruz Vermelha das Marinhas – uma ambulância de socorro e uma de transporte, num total de cinco socorristas, a que se juntaram duas viaturas VMER, uma de Braga e outra de Viana, isto para além de diversos elementos policiais.

Deste acidente, em que uma das vítimas ficou encarcerada (o condutor do veículo da GNR), resultaram um ferido ligeiro, assistido no Hospital Valentim Ribeiro, em Esposende, um ferido grave, transportado pela Cruz Vermelha de Marinhas para o Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos (este segundo militar da GNR, também ele um jovem forjanense, veio, posteriormente, a ser transferido para o Porto, para realizar cirurgia de reconstrução facial, em face dos ferimentos sofridos).

Para o Centro Hospitalar do Alto Minho, em Viana do Castelo, foram transportados mais dois acidentados, precisamente o condutor do veículo interveniente no duplo atropelamento mortal de Forjães, e o militar da GNR que conduzia a viatura.

Este sinistrado, aquando da elaboração desta notícia, ao final noite do dia 11, ainda permanecia com prognóstico reservado, isto depois de ter estado várias horas na sala de operações.

Quanto ao jovem forjanense que havia ido fazer o teste de alcoolemia, apresentava uma perna partida, aguardando-se a estabilização do seu estado para ser submetido a uma intervenção cirúrgica, pois encontrava-se, ainda, em estado de choque.

As outras duas vítimas, um ferido grave e um ligeiro, foram transportados pelos BVE para o Hospital de S. Marcos, em Braga.

Neste duo de acidentados se encontrava outro forjanense, o irmão da vítima que havia sido levada para o hospital de Viana do Castelo.

Com os passar do tempo a sua situação foi melhorando, sendo, contudo, ainda reservado o seu estado de saúde.

Contudo, segundo fonte familiar, já não apresenta risco de vida, não obstante os danos sofridos aos nível dos membros inferiores, bacia e pulmão.

Desta forma, destes dois sinistros resultaram dois mortos e seis feridos, sendo que o segundo acidente tem implicada um indivíduo envolvido no duplo atropelamento inicial.

Dos feridos, três eram jovens forjanenses, um dos quais militar da GNR.

As vítimas mortais eram marido e mulher, um casal modelo no campo da camaradagem, do companheirismo, do apoio mútuo, cônjuges que, nesta data, comemoravam o aniversário de um filho.

Horas depois destes nefastos acontecimentos, já no início da tarde, os BVE voltaram a Forjães, desta feita com uma viatura de combate a incêndios rurais, com uma tripulação de três homens, para procederem à lavagem da via, na zona central da vila, por onde corria uma enorme mancha de gasóleo, geradora de alguns sustos, quer na EN 103, quer na Av. de Santa Marinha.

Carlos Gomes de Sá, jornal “O Forjanense”

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