|
Aparatoso despiste alarma automobilistas e alguns residentes (Forjães)
O despiste de uma viatura de transporte de materiais inflamáveis, no caso combustíveis para caldeiras de aquecimento (gasóleo), acontecido pouco antes das 14 horas deste dia 9 de Fevereiro, na estrada nacional 103, em Forjães, nas imediações do cruzamento da ETFOR, alarmou automobilistas e residentes locais, dado o aparato da situação e violência do despiste.
Tudo aconteceu, de acordo com informações colhidas no local, quando o motorista da viatura despistada, que circulava em sentido descendente, ou seja, Barcelos – Viana, se apercebeu que havia outros veículos na sua faixa de rodagem , uns metros mais à frente, que aguardavam virar à direita, para uma fábrica têxtil que existe no local. Supostamente para evitar embater nessas viaturas, pois, acredita-se, não conseguiria parar a tempo, o motorista terá, bruscamente, guinado para a esquerda, ou seja, para a faixa de rodagem contrária, acabando a viatura por galgar a valeta, ligeiramente desnivelada. Ora, fruto desta manobra, a que se junta, como nos explicaram as autoridades no local, a “chicotada” dada pelo combustível que estava no tanque (cerca de 5000 litros), que balançou para ambos os lados, a viatura acabou por tombar lateralmente sobre a esquerda, derrapando pela berma, até embater numa viatura que se encontrava estacionada, acabando esta literalmente esmagada entre o camião e um muro de uma propriedade. Junta-se a tudo isto algum desgaste dos pneus dianteiros, situação mais visível face ao estado em que o veículo acabou imobilizado.
Na viatura, uma Toyota Dyna de Março de 2003, pertencente a uma firma de combustíveis de Moledo, Caminha, encontrava-se apenas o seu motorista, na casa dos 35 anos, que foi transportado pelos Bombeiros Voluntários de Esposende para o Centro Hospital do Alto Minho, em Viana do Castelo. A vítima apresentava apenas ferimentos ligeiros, não inspirando, de acordo com fonte hospitalar, cuidados de maior.
Ao local acorreram os Voluntários de Esposende, com uma ambulância e uma viatura urbana de combate a incêndios, num total de sete homens, para além de duas patrulhas da GNR, de Esposende, que criaram um perímetro de segurança e controlaram a circulação automóvel na estrada nacional, que acabou por se processar sem grandes transtornos.
Na zona do acidente foi espalhada areia, para conter o pequeno derrame resultante do despiste, isto enquanto se esperava a trasfega do material. Aquando da elaboração deste texto, tal operação ainda não havia sido realizada, pois aguardava-se a chegada ao local de um técnico, para serem tomadas todas as medidas de segurança durante a delicada operação. Os bombeiros, esses aguardavam, com equipamento específico, designadamente máscaras e espuma, autorização para que fosse realizada tal tarefa.
Carlos Gomes de Sá, jornal "O Forjanense"
|