|
Decorreu no dia 13 de Janeiro último, no belo Auditório do Centro Cultural de Forjães, o lançamento da obra “O que é feito de si?”, da autoria do forjanense Dr. Carlos Manuel Gomes de Sá.
O evento aconteceu numa sessão cultural, dinamizada pela ACARF (Associação Cultural, Artística e Recreativa de Forjães), da qual constaram três momentos: a tomada de posse dos Órgãos Sociais da ACARF; um Breve momento musical, pelo Grupo de Cavaquinhos do Grupo de Danças e Cantares de Forjães; a apresentação propriamente dita.
Relativamente ao primeiro momento, depois de agradecer a presença de todos, que tornaram pequeno o belo auditório, dando cumprimento ao estipulado nos estatutos da ACARF, o moderador chamou ao palco o presidente da Assembleia Geral, Carlos Gomes de Sá, que, depois de assinar o respectivo auto de posse, empossou os restantes membros eleitos em 7 de Dezembro de 2006, para o biénio 2007/2008: Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Direcção.
De seguida, o presidente da Direcção, Eng. José Salvador Ribeiro, dirigiu ao público presente algumas palavras, salientando as várias valências da instituição e os projectos futuros, em especial a aquisição de uma viatura destinada a prestar serviço aos utentes com dificuldades de mobilidade.
Depois de um breve momento musical, em que o Grupo de Cavaquinhos presenteou os presentes com 2 músicas do seu repertório, foi constituída a mesa para se proceder à apresentação pública da obra “O que é feito de si?”: para além do autor, Dr. Carlos Sá, integraram-na o Dr. Pompeu Miguel Martins, Delegado do IPJ de Braga, como presidente, o Dr. Jorge Coutinho de Almeida, prefaciador e apresentador, o presidente da Direcção da ACARF, Eng. José Salvador Ribeiro, e o Dr. José Manuel Reis, como moderador.
A abrir a apresentação, o moderador começou por comparar a publicação de uma obra ao momento da maternidade ou paternidade, pois um livro, como um filho, é fruto da idealização, da mente e do coração, correspondendo a sua publicação e apresentação ao nascimento físico, momento de grande alegria e nervosismo, que exigem ser partilhados com familiares e amigos.
Tomando a palavra, o apresentador da obra, Dr. Jorge Coutinho de Almeida, citando o refrão de um antigo hino, “Por Forjães! Por Forjães! / Cheio de encanto e primor...”, enalteceu o percurso pessoal do autor, que considerou ter “luz própria, porque se fez por si”, e o seu trabalho dedicado à frente do jornal “O Forjanense”, demonstrativo do seu amor e dedicação a Forjães. De seguida, dirigindo-se pessoalmente àqueles que foram os entrevistados e estão na origem da obra, recordou histórias antigas, numa espécie de prolongamento da mesma.
Depois da apresentação oficial, o seu autor tomou a palavra, começando por agradecer a presença amiga de todos, em especial daqueles que considerou os verdadeiros autores da sua colectânea, os entrevistados que se disponibilizaram a partilhar com ele e com os leitores do jornal (e agora também com os leitores da obra), “momentos da sua vida, bocados da sua alma, pedaços da história de Forjães”.
Explicou, de seguida, como surgiu a ideia da rubrica “O que é feito de si?” n´O Forjanense, o critério da escolha dos entrevistados e a génese da obra, resposta a um desafio da ACARF, na pessoa do seu presidente. Por fim salientou que este trabalho terá continuidade, havendo já outras entrevistas realizadas e outras previstas, pelo que surgirá, certamente, um 2º volume.
Seguidamente, usou da palavra o presidente da Mesa, Dr. Pompeu Miguel Martins, que se regozijou por poder estar presente no evento, que considerou um bom exemplo do dinamismo de uma associação apoiada pelo IPJ e que utiliza os seus recursos no apoio a iniciativas culturais. Relativamente à obra, referiu a importância de iniciativas do género, pois elas ajudam à preservação do património local e dos valores que verdadeiramente mantêm uma comunidade e a projectam no futuro.
Para finalizar a cerimónia pública, antes da sessão de autógrafos, houve ainda tempo para os entrevistados fazerem uma foto de conjunto e ser-lhes prestado, simbolicamente, o reconhecimento público pelo seu contributo para a valorização de Forjães, razão pela qual foram entrevistados.
José Reis
|