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“A solidariedade pratica-se no Concelho de Esposende”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, João Cepa, na cerimónia de inauguração do Centro Social de Gandra, presidida pelo Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, José Vieira da Silva, e onde marcou presença a Directora do centro regional de Solidariedade e Segurança Social de Braga, que teve lugar no sábado passado, dia 24 de Junho.
“Num concelho com 15 freguesias e 34 mil habitantes, há 18 instituições a trabalhar na área social, principalmente no apoio à infância e à Terceira Idade”, realçou o Autarca, aproveitando a ocasião para prestar homenagem a todas, na medida em que “facilitam imenso” o trabalho dos autarcas. Tendo em conta que algumas dessas instituições fazem “um trabalho excepcional com centenas de utentes e que ainda trabalham em instalações provisórias”, João Cepa assegurou que a Autarquia continua empenhada em melhorar a rede de equipamentos sociais e o serviço prestado à população, não obstante se terem construído dez infra-estruturas sociais nos últimos 15 anos, algumas delas sem qualquer financiamento do Governo. “O Concelho de Esposende tem, de facto, investido nesta área da acção social”, afirmou.
O Presidente da Câmara aproveitou a oportunidade para “pedir” ao Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social para que, na hora de analisar as candidaturas de novos equipamentos para o concelho, tenha em conta o trabalho que é feito neste domínio no Município de Esposende e “pense que, de facto, quem se empenha e investe nesta área merece também a atenção do poder central”.
Elogiando a acção do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, nomeadamente no que respeita às reformas em curso, o Autarca realçou que, “num período de contenção e de grandes dificuldades”, o Município de Esposende continua a lançar concursos de grandes obras e a fazer investimentos de vulto, cumprindo o pagamento de facturas a 90 dias.
A terminar, João Cepa deixou o desafio a Vieira da Silva, reiterando o pedido do Presidente da Direcção do Centro Social, para que sejam criados incentivos “para valorizar o trabalho dos dirigentes das instituições sociais”, que prescindem de estar com a família e dos tempos livres, e muitas vezes até de recursos financeiros próprios, para se poderem dedicar a uma causa. Consciente de que “cada vez é mais difícil ser dirigente associativo”, até por causa da incompreensão da população, João Cepa defende a criação de mecanismos “para que esta massa humana não se perca e para que as nossas instituições continuem vivas, dinâmicas e a fazer o trabalho excepcional que fazem junto da comunidade”, vincou.
Na sua intervenção, o Presidente da Câmara justificou, ainda, o cancelamento do acto inaugural do Centro Social das Pedreiras, em Fão, que deveria ter antecedido a cerimónia em Gandra, devido a um atraso na entrega do mobiliário. João Cepa pediu desculpas ao Ministro e convidou-o a deslocar-se a Esposende numa outra ocasião, para inaugurar aquele equipamento quando estiver devidamente apetrechado.
“Anualmente, as instituições de solidariedade do Município de Esposende têm uma contratualização com a Segurança Social que é, em média, superior aquilo que acontece no resto do país”, assegurou o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social. Em causa estão cerca de 4 milhões e 300 mil euros por ano no apoio ao funcionamento das diversas instituições de carácter social, montante que, segundo o responsável governamental, é demonstrativo do dinamismo destes organismos, baseado numa parceria entre a sociedade e o Estado. “É um sinal de que há aqui um bom caminho de cooperação, que deve ser reforçado e incentivado”, afirmou, considerando que o Estado tem, nesta matéria, um papel decisivo. Nesse sentido, referiu que é necessário “fazer uma ruptura com uma política de promessas inconsequentes”, ou seja, “quando o Estado assume um compromisso com um equipamento tem que ter a noção clara que tem os meios para apoiá-lo nos tempos que foram previamente definidos”, referiu, numa alusão à queixa do Presidente da Direcção do Centro Social sobre os cortes no PIDDAC que atrasaram a construção daquele equipamento.
Vieira da Silva aproveitou a ocasião para recordar que o Governo tem em marcha o “Programa PARES”, que prevê o financiamento de uma rede de novos equipamentos, nas áreas da infância, da terceira idade e da deficiência, num investimento que rondará, nos próximos quatro anos, os 400 milhões de euros. “Com o necessário apoio das autarquias locais, nós podemos ter a ambição de ter um país mais coeso, com uma rede de equipamentos e serviços sociais mais sólida, mais estruturada, mais sustentada e que seja um apoio às famílias e às comunidades, para que Portugal seja o tal país que desejamos, com mais desenvolvimento, mais prosperidade, mas também mais coesão social”, concluiu o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.
Na sua intervenção, o Presidente da Direcção do Centro Social de Gandra, António Martins, recordou as vicissitudes do processo de construção daquela infra-estrutura, mas destacou o cumprimento de uma promessa das autarquias locais. O novo equipamento acolhe 30 utentes na creche, 30 em ATL e 20 em Centro de Dia, para além de prestar apoio domiciliário a outros.
António Martins falou na necessidade de um transporte próprio para o Centro Social, uma vez que tal serviço é assegurado pela Junta de Freguesia. Na hora dos agradecimentos, salientou “todo o apoio e todos os incentivos” prestados pela Câmara Municipal à instituição a que preside.
Por sua vez, o Presidente da Junta de Freguesia de Gandra, António Neves, deixou “um voto de louvor” ao Presidente da Autarquia “por todo o esforço que fez ao longo da obra, tanto financeiro como técnico”, lembrando que a iniciativa de criar o Centro Social partiu da Junta, que disponibilizou o terreno para a construção do Centro Social.
A construção do Centro Social de Gandra implicou um investimento total de aproximadamente 440.000€, sendo que obteve um financiamento do Governo de 290.000€ e da Câmara Municipal de Esposende de 80.000€.
Câmara Municipal de Esposende
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