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O Tribunal Judicial de Esposende
irá funcionar, durante os
próximos sete meses, no Centro
Paroquial de Esposende, com
base num protocolo a celebrar
entre a Fábrica da Igreja Paroquial
de Esposende e o Instituto
Financeiro que tutela as obras
nos tribunais.
Inicialmente o Tribunal poderia
funcionar, durante o período
das obras já em curso, na Central
de Camionagem, uma infraestrutura
que ainda não entrou
em funcionamento, mas que aparentemente
reunia excelentes
condições para instalar os serviços.
A escolha da central de camionagem
chegou a ter negociações
com a Direcção-Geral dos
Transportes Terrestres e a Câmara
Municipal, que pretende
colocar aquele espaço em funcionamento
com o fim para o qual
foi construído, com a instalação
de duas empresas de transportes
urbanos, situação que era
considerada compatível.
Contudo, essa situação acarretava
um problema, relacionado
com a falta de segurança, uma
vez que o edifício tem muitas
paredes em vidro e necessitava
de vigilância permanente, uma
tarefa que a GNR de Esposende
não poderia garantir devido ao reduzido
número de efectivos de
que dispõe.
Foram precisos quase dois
anos para arrancarem as obras
de remodelação do edifício, que
vive com diversas patologias de
que magistrados e funcionários
se queixam há muitos anos.
O Ministério da Justiça adjudicou
a obra agora iniciada por
um valor superior a 400 mil euros.
Trata-se de uma intervenção
que contempla obras de conservação,
a criação da segunda sala
de audiências, três novos gabinetes
para o Ministério Público
(MP) e juízes e o alargamento
dos espaços destinados aos funcionários.
Inicialmente, esteve prevista a
construção duas salas de audiências
e um conjunto de novos
gabinetes para o MP e os restantes
magistrados.
Admituiu-se ainda a saída da
Conservatória Notarial do edifício,
o que permitiria a execução do
projecto em pleno. Mas como o
actual Governo dispõe de um financiamento
reduzido, teve que
se concretizar as obras deste
modo.
Fonte: Nascer de Novo
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