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Amanhã, dia 3 de Outubro, Portugal estará na rota de um eclipse do Sol anular, cuja linha central passará pelas regiões do Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro, avançando depois para Espanha e África.
No distrito de Braga o Eclipse começará às 08h38m, terá o seu máximo às 09h54, com uma grandeza de 0.95 e terminará às 11h17m.
Os observadores que se encontrarem num local abrangido pela faixa do eclipse que terá uma largura máxima de 138 quilómetros, poderão, se usufruírem de céu limpo ou pouco nublado, testemunhar a passagem da Lua em frente ao Sol, que, no entanto, não chegará a ocultá-lo completamente.
No máximo do eclipse, ver-se-á um anel luminoso a rodear o disco negro da Lua e daí a designação de "eclipse anular".
Os observadores espalhados pelo resto do território de Portugal poderão testemunhar um eclipse parcial.
Para que se dê um eclipse solar ou lunar, é necessário que o Sol, a Terra e Lua se encontrem perfeitamente alinhados, ou quase. Quando essa condição é satisfeita na configuração Sol-Lua-Terra, a sombra da Lua é projectada sobre a Terra, ocorrendo então um eclipse solar.
Na configuração Sol-Terra-Lua, é a Lua que passa pela sombra da Terra, ocorrendo então um eclipse lunar. Ao contrário do que se verifica nos eclipses solares, em que só os observadores posicionados numa faixa restrita da superfície terrestre podem testemunhar a ocultação do Sol pela Lua, um eclipse lunar é visível para todos os observadores que se encontram do lado da Terra em que é de noite.
O último eclipse anular testemunhado em Portugal Continental deu-se em 1912 e o próximo terá lugar em 2028.
Perfila-se assim uma oportunidade a não perder. Resta escolher uma boa localização (tenha em atenção que no começo do eclipse o Sol ainda estará a altura baixa, pelo que deve ir para um sítio com horizonte desimpedido) e, como sempre, ter esperança de que as nuvens não comprometam o espectáculo.
E, obviamente, não esquecer os procedimentos de segurança, para que a contemplação de um dos mais belos fenómenos astronómicos não se traduza em danos irreversíveis na visão.
A observação solar acarreta sempre riscos. Os danos da observação directa do Sol não se resumem à imediata sensação de ofuscação. A fixação do olhar no Sol acarreta, de facto, a queima da retina, que é irreversível.
Nunca olhe directamente para o Sol, a não ser com óculos especialmente concebidos para o efeito e homologados pelas autoridades sanitárias (tenha em atenção que óculos guardados de ocasiões anteriores, e.g. trânsito de vénus do ano passado, podem estar danificados e não conferir a necessária protecção).
Independentemente da marca ou qualidade das lentes, não utilize óculos escuros vulgares. Rejeite totalmente soluções populares, mas perigosas, como o uso de radiografias, películas fotográficas ou vidros escuros.
Tenha em atenção que, mesmo com grande parte do disco solar ocultado, a quantidade de radiação que chega aos olhos do observador é sempre suficiente para provocar danos.
Se utilizar binóculos, telescópios ou câmaras, empregue filtros apropriados, devidamente acoplados à objectiva ou à extremidade do tubo óptico que recebe a luz, e nunca entre os olhos e as oculares!
Uma opção mais segura consiste em projectar a imagem do Sol numa superfície branca, o que também permite efectuar observações colectivas. Em lojas especializadas poderão ser adquiridos solarscopes (também designados venuscopes), dispositivos de observação solar por projecção, especialmente adequados a contextos didácticos.
Fonte: Observatório Astronómico de Lisboa
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