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João Paulo II foi sepultado na cripta da Basílica de São Pedro às 14h20 locais (13h20 de Lisboa).
Um túmulo muito simples foi aberto na terra da cripta, uma rede subterrânea sob a basílica de São Pedro onde estão sepultados 62 Papas, duas rainhas e um imperador.
Vários arqueólogos pensam que ali também se encontra o túmulo do primeiro Papa, São Pedro.
A cerimónia decorreu sem a presença dos meios de comunicação social e prolongou-se por duas horas, segundo o porta-voz adjunto do Vaticano, Ciro Benedittini.
De acordo com o Vaticano, o espaço foi arranjado como uma cela de um mosteiro. Uma grande pedra tumular em mármore branco de Carrara, cobre o túmulo.
O corpo de João Paulo II encontra-se num caixão de cipreste que foi colocado num outro em chumbo, que por sua vez ficou num de olmo.
Todos os caixões foram selados.
O Camerlengo, cardeal espanhol Eduardo Martinez Somalo, celebrou a cerimónia na presença de vários cardeais, entre os quais monsenhor Joseph Ratzinger, que celebrou a missa das exéquias do soberano pontífice.
Benedittini disse que o túmulo de João Paulo II não poderá ser visitado antes da próxima segunda-feira, dia 11.
Também a Basílica de São Pedro só voltará a abrir as portas no amanhã, às 07h00 locais (06h00 em Lisboa).
A urna de cipreste, desceu as escadarias da Basílica de São Pedro, logo depois da deposição do corpo de João Paulo II, cerimónia a que assistiu apenas um círculo restrito.
Com o altar montado no patamar da basílica de São Pedro, presidiu às exéquias o decano dos cardeais Joseph Ratzinger.
Os salmos cantados pelo Coro da Capela Sistina prepararam os fiéis para a Liturgia da Palavra, e para a leitura dos livros santos do Evangelho.
O latim e o italiano foram as línguas da missa exequial do Romano Pontífice, que incluiu também leituras bíblicas noutras línguas.
Na homilia, o cardeal Ratzinger destacou a figura de João Paulo II, como homem de paz, de consenso e de causas universais.
À homilia, seguiu-se a oração universal, preces em várias línguas por João Paulo II, pelos defuntos papas e fiéis, pelos povos de todas as nações.
O Ofertório, a saudação, a Consagração e a comunhão, em que é recordada a última ceia de Cristo, foram outros momentos altos desta celebração que durou duas horas e meia.
Os momentos marcantes foram as orações das igrejas católicas de ritos orientais em grego, a língua corrente dos primeiros papas que ocuparam o trono de São Pedro.
A missa exequial terminou depois de o cardeal Ratzinger encomendar a alma do Papa João Paulo II a Deus.
Fonte: SIC
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