Esposende cresce a olhos vistos
Data: Domingo, 23 de Março de 2008 @ 16:06:40 GMT
Tópico: Esposende


Antes do 25 de Abril de 1974, Esposende era uma Vila de escassos recursos, limitados a uma pesca num mar que, tantas vezes, durante o ano, não fazia cerimónia ao sacudir com violência os pescadores mais ousados, tantas vezes engolidos pelas ondas alterosas a cuspirem espuma de raiva, deixando na praia, viúvas e crianças órfãs à espera que esse mar insano devolvesse os cadáveres dos seus entes queridos. Por sua vez, a agricultura, não envolvendo os riscos da pesca, era também de parcos recursos, dada uma cultura ainda de costume medieval. Havia depois o turismo envergonhado de garrafão, mas apenas na época de veraneio. Mais um comércio tradicional e o funcionalismo público ligado ao Tribunal Judicial, Conservatórias, Notariado e Repartição de Finanças.

Nas primeiras eleições após o 25 de Abril, foi eleito um filho da terra, militante do CDS, que deixou a sua marca de honestidade e de profícuo lutador a quem esta cidade tanto deve.

Hoje já vai com a segunda presidência do PSD. E com esta Câmara, Esposende continua a crescer e a olhos vistos.

Esta autarquia é apontada como um exemplo de desenvolvimento a seguir, tanto em qualidade como em prosperidade. Os autarcas mais parecem uma equipa de jardineiros a cuidarem do seu jardim!


O aproveitamento urbanístico, ainda não concluído, da orla direita do Rio Cavado, da última ponte até à Foz, em muito veio contribuir para criar novas zonas de lazer.

Uma Vila que, apesar de conquistar o estatuto de cidade, em l993, não perdeu ainda a pacatez da vida das aldeias onde todos se conhecem e são solidários nas horas boas e más. Onde a frescura das brisas, nas tardes de Estio, chega a todos, vivificando-lhes o corpo e a alma.

Esposende, com rio, terra e mar, será, a curto prazo, o destino não só de turistas, mas também de futuros residentes que, vindos de outras cidades, a Norte do Porto, para ali se hão-de fixar de armas e bagagens, fugindo ao rebuliço dos barulhentos centros urbanos, onde as pessoas vivem encortiçadas como em colmeias de abelhas! Para isso muito vieram contribuir as novas vias de comunicação, sobretudo a auto-estrada Braga Esposende que tornara mais rápidas a deslocação das pessoas que trabalhem nas cidades do interior.

Os pinhais, essa riqueza ecológica que purifica o ar, podem ser aproveitados também para outros fins que não apenas o de desdobrar o CO2 (dióxido de carbono) em carbono e oxigénio, tão indispensável este à vida do reino animal. E com esse salutar aproveitamento vai permitir que o homem dele desfrute mais, penetrando no seu seio, através de tímidas vias de acesso, descobrindo a beleza escondida! Até agora só ao alcance da prostituição e do crime. É que dantes, nem as rusgas da Guarda Nacional Republicana, com as suas montadas, conseguia penetrar nessa mata virgem, à procura de criminosos a monte!

A Vila de Fão é um exemplo de condomínios fechados, verdadeiros jardins de lindas moradias a preços económicos para onde convergem famílias de Braga, Barcelos, Via Nova de Famalicão, e não só. Mais perto do mar e mais longe de reboliço da cidade. E compensa. Quem trabalha em Braga, em menos de meia hora, está no seu posto de trabalho. E ao fim da tarde, ainda vai a tempo de fazer uns quilómetros a pé e de fato de treino.

Vamos todos dar as mãos para que Esposende continue a ser o espelho de uma cidade a crescer sem atropelos ambientais, preservando as suas velhas igrejas, azenhas, casas solarengas, e os seus castros, e moinhos de vento.

E não espanta que o milagre da ecologia traga os simpáticos golfinhos para encanto das crianças, com as suas habilidosas brincadeiras, rio acima e rio abaixo! Será o desejável tempo das marés-altas ecológicas desta cidade jardim à beira mar plantada

Avelino Barroso
in Expresso





Artigo de Esposende Online.com - A Outra Face de Esposende
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