Utilizadores da A28 contestam medidas do Governo
Data: Domingo, 23 de Março de 2008 @ 12:23:56 GMT
Tópico: Esposende


Movimento está a organizar-se e a desenvolver acções de protesto nos concelhos atravessados pela auto-estrada.
As comissões de utentes, que se organizaram para lutar contra a instalação de portagens na A 28, a auto-estrada que liga Viana do Castelo ao Porto, vão estender-se ao concelho de Barcelos e a todos que são servidos por esta via.

O objectivo é reunir o maior número de utentes num processo que vai contar com vários protestos.

A garantia foi dada ao Barcelos Popular (BP) por Pedro Meira, da Comissão de Utentes de Esposende: “O movimento está a organizar-se e a desenvolver acções de protesto nos concelhos atravessados pela auto-estrada. No entanto, queremos que Barcelos, assim como outros concelhos, cujos utilizadores serão também afectados por esta medida do Governo, se juntem a nós para que a luta tenha mais força”.

Para já, está em curso a realização de um abaixo-assinado para dirigir a José Sócrates, pedindo o recuo na decisão de portajar esta via. Os barcelenses que queiram integrar o movimento poderão participar, em breve, num “buzinão” e uma marcha lenta.

Recorde-se que o sistema de cobrança deve entrar em funcionamento ainda este semestre, e será feita de forma electrónica, sem cabinas. A Estradas de Protugal vai colocar pórticos – como já fez entre Póvoa e Vila do Conde – que farão o registo da passagem dos veículos, através da matrícula ou de algum aparelho semelhante utilizado na Via Verde.

Para suportar a decisão, o Governo aponta o índice de poder de compra concelhio e a existência de vias alternativas.

No entanto, dos mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística resulta que, por exemplo, “o concelho de Esposende apresenta índices de poder de compra (67,4%), claramente abaixo da média nacional e da média, quer dos concelhos atravessados pela A28, quer dos concelhos atravessados/servidos pela referida via”, afirma o movimento de Esposende, que lembra ainda que “a EN13 não é mais do que uma via com um perfil urbano, onde pontifica um elevado número de rotundas, passadeiras, cruzamentos, entroncamentos, paragens de transportes públicos, semáforos e limitações de velocidade (50Km/h)”. O movimento lembra ainda que “na Ponte de Fão não é permitida, por razões de segurança, a circulação de veículos pesados de mercadorias”, o que faria com que este tipo de viaturas fossem obrigadas a utilizar a A28.

INDEMNIZAÇÕES DA A11 Proprietários revoltados

Mais de meio milhão de euros por receber
Mais de meio milhão de euros são as contas de um grupo de proprietários que viram os seus terrenos expropriados pela Estradas de Portugal (EP) e que ainda não receberam um cêntimo da verbas que estão definidas em contratos amigáveis assinados entre as partes.

Só em Vila Seca, esse valor é tido pela Junta de Freguesia como próximo do global de um conjunto de 20 proprietários que esperam pelas indemnizações já lá vão quatro anos. A situação não agrada aos atingidos que ameaçam com protestos.

“Os processos estão concluídos há muito tempo. Só falta o cheque chegar às mãos dos proprietários. Não percebemos porque razão isso ainda não sucedeu. É uma situação lamentável, que está a revoltar os agricultores”, garante José Faria, o autarca de Vila Seca que tem seguido o processo de perto.

O problema é mais grave, pois estende-se a quase todas as freguesias atravessadas pela auto-estrada, como são os casos também de Gilmonde, Milhazes e Carvalhal.

Em todas as freguesias há créditos a receber: “Em Vila Seca, há pessoas que sabemos que o cheque está há seis meses na empresa que procedeu às expropriações e não há ordem para os entregar aos seus donos. Isto é inadmissível”, garante José Faria, que já fez tudo para que a EP cumpra com a sua palavra e não deixe arrastar os processos mais tempo, já que, em sua opinião, “as pessoas necessitam do dinheiro, porque tiveram que abandonar as suas terras e refazer a vida em outros lugares”.

O autarca também receia pela indignação que cresce entre os atingidos: “As pessoas estão dispostas a recorrer a várias formas de luta. Se suceder alguma coisa, a responsabilidade é da Estradas de Portugal”, afirma o autarca, que lembra ainda que estes processos não são consequência de qualquer litígio entre EP e os expropriados: “Isso sim, seria uma situação complexa e demorada, mas estes casos foram acordos que as pessoas fizeram com a empresa, esperando que tudo fosse célere. Afinal, ainda parece mais difícil”, conclui.

Barcelos Popular





Artigo de Esposende Online.com - A Outra Face de Esposende
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