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Numa altura em que vivemos rodeados de notícias de quedas de Pontes e de passagens pedonais, que mais uma vez levaram as tragédias de Portugal às bocas do Mundo, venho aqui relatar um caso de falta de responsabilidade e de total falta de consciência dos responsáveis da nossa Câmara Municipal de Esposende.
Em primeiro lugar vou tentar explicar onde é o local em foco: Todos devem conhecer o açude do rio Neiva conhecido por Minante. Para lá chegar é necessário virar na entrada da Quinta da Malafaia, descer a estrada pela zona Industrial de Antas, que convém referir que é o um dos pólos industriais de maior importância no nosso Concelho, seguir já em terra batida num caminho paralelo à IC1 e 100 metros à esquerda ficam as referidas azenhas.
Este é a única possibilidade de passagem para viaturas ligeiras e pesados. Esta estrada é atravessada por pequeno riacho que vai desaguar ao Rio Neiva e a meio, a estrada é suspensa por uma construção de pedra já secular que ano após ano resistiu à mudança do tipo trânsito (de carros de bois para automóveis e camiões) e às águas que com mais ou menos força, a foram debilitando.
No ano de 2000, esta estrada rachou a meio e os empresários da zona contactaram a Junta de Freguesia, que posteriormente chamou os técnicos da CME. Estes apenas anotaram o sucedido e despejaram-lhe um saco de cimento, a que chamaram eles de selo, para verificar se a estrada continuaria a rachar ou a ceder. Até aqui tudo bem. Mas passados meses, a estrada cedeu mesmo e ficou reduzida a metade. Os técnicos voltaram e colocaram grades para cortar o trânsito, verificando o perigo de vida a que todos estavam sujeitos na sua passagem. No entanto esqueceram-se que aquela é uma zona industrial e que os funcionários têm de passar ali todos os dias para trabalharem, e que as empresas têm de ser abastecidas com matérias-primas, o que obriga à passagem de camiões.
Passados 3 anos, SIM! Passaram já 3 anos e não foram efectuadas quaisquer obras de reconstrução desta ponte, porque a CME atribui responsabilidades à já extinta Junta Autónoma de Estradas, que alterou o curso das águas com a construção do nó da IC1 de Antas e pela utilização da referida estrada com camiões e máquinas retro escavadoras.
Mas o que é que isto interessa para os utentes desta estrada?
As obras ficaram por fazer, e após verificada a falta de vontade política na resolução da questão, e pela extrema necessidade de passagem, os utentes foram obrigados a encostar as grades e arriscarem-se a perder diariamente os automóveis e o mais importante, as suas vidas.
Esperamos que ninguém venha a sofrer danos físicos ou danos materiais pela falta de consciência da Câmara Municipal de Esposende, pois se isso acontecer, as indemnizações que a CME e os seus representantes terão que desembolsar, à imagem da tragédia de Entre-os-Rios, serão avultadas. Mas o peso na consciência não tem preço, Sr.s Autarcas!
Interessa referir que este pólo industrial emprega uma grande parte da população de Antas e das freguesias vizinhas. Estas empresas pagam os seus impostos e taxas autárquicas religiosamente e são uma parte importante da população eleitoral deste Concelho.
Fica o aviso!
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