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Local: Um morto e quatro feridos resultantes de dois acidentes de viação
Domingo, 4 de Dezembro de 2005 @ 12:45:26 GMT por webmaster |
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Estrada nacional 103 em Forjães continua a fazer vítimas
Um morto e quatro feridos resultantes de dois acidentes de viação
A estrada nacional 103, que atravessa Forjães, fazendo a ligação entre Barcelos e Viana, foi ontem, sábado (3-12), palco de um despiste e de um acidente de viação, de onde resultaram um morto e quatro feridos, um dos quais em estado grave.
O primeiro acidente aconteceu às 6.15H da manhã e envolveu um veículo ligeiro, proprietário de um feirante, que circulava no sentido Barcelos-Viana, e uma motorizada, conduzida por um jovem de Barcelos.
Segundo apurámos, este terá saído à estrada, vindo da Rua da Poça (estrada das Confecções Mingalice, ao cimo do Aterro Alto), acabando por ser colhido pela outra viatura. Ao local acorreram , para além da viatura do INEM (VMER – viatura médica de emergência rápida), afecta ao hospital de Viana do Castelo (Centro Hospitalar do Alto Minho), duas ambulâncias, uma dos Bombeiros de Barcelinhos e outra da Cruz Vermelha de S. Romão de Neiva, para além da GNR de Esposende.
A vítima, apesar das manobras de reanimação feitas, veio a falecer no local, pelo que, depois de confirmado o óbito pelo médico do INEM, a GNR deu ordem para a remoção do corpo para a morgue.
Ás 8H05 chega ao local uma terceira ambulância, chamada 15 minutos antes por indicação das forças policiais, desta feita dos Bombeiros Voluntários de Esposende, que conduziu o corpo para a morgue do hospital de Esposende. Por indicação da GNR, os Voluntários de Esposende fizeram deslocar para o local uma segunda viatura, que procedeu à lavagem da via.
De acordo com fonte do comando dos Voluntários de Esposende, os mesmos não foram accionados para este acidente, pelo CODU (Centro de Orientação dos Doentes Urgentes), sedeado no Porto, sendo somente chamados para o transporte do cadáver e lavagem do piso, adiantando ainda que, quando chegaram ao local, apenas lá estava a GNR.
Segundo informação colhida junto do comando na Unidade de Neiva, da Cruz Vermelha Portuguesa, o transporte não foi feito porque as duas ambulâncias que estavam no local eram ambulâncias de socorro, afectas a situações de emergência, pelo que e legalmente, como já aconteceu noutras situações, o transporte deverá ser feito em viatura própria em ambulâncias de transporte. Acresce-se o facto de que quem iniciou o serviço de assistência foram os Bombeiros de Barcelinhos, pois foram os primeiros a chegar ao local.
Justifica-se, assim, a remoção do corpo duas horas depois do acidente.
O segundo sinistro, um despiste, aconteceu cerca de 700 metros deste acidente, mais precisamente na curva do eucalipto ou do “Cerqueiral”, como é chamada.
Tudo se passou pouco depois das 13 horas, sendo que uma carrinha afecta ao Forjães Sport Clube (FSC), que transportava jogadores de futebol infantis, vindos de um jogo em Barcelos (Andorinhas FC), acabou por se despistar ao entrar na curva, tombando e embatendo violentamente num grosso eucalipto que ladeia a estrada, o qual ainda ostenta marcas de embates anteriores.
Na altura, apesar de não chover, o piso encontrava-se molhado, o que pode ajudar a explicar o despiste, não obstante, avançavam alguns populares, não ser alheio ao mesmo a juventude do condutor ou alguma velocidade acima do permitido, isto apesar de uma outra carrinha, esta propriedade do FSC, e que circulava à frente desta, ter feito a curva sem quaisquer problemas.
Na carrinha circulavam, na altura, nove elementos, entre os quais seis jogadores, o condutor e dois treinadores. Destes, quatro ficaram feridos, um dos quais em estado grave.
O CODU fez deslocar para o local a VMER e uma ambulância da Cruz Vermelha de Neiva. Também apareceu no sinistro uma ambulância dos Bombeiros de Voluntários de Barcelinhos.
Três dos acidentados, depois de assistidos no local, e por precaução, foram conduzidos pela ambulância da Cruz Vermelha de Neiva para o hospital de Viana do Castelo, tendo a quarta vítima, e por inspirar mais cuidados, sido estabilizada no local pelos médicos e INEM e, posteriormente, conduzida pela ambulância dos Bombeiros de Barcelinhos para a mesma unidade hospitalar. Daqui, e devido à gravidade da situação, acabou por ser transferida, de helicóptero, para o Porto.
Também nesta situação os Bombeiros de Esposende não foram accionados, o que leva o Comandante da Corporação, Juvenal Campos, a classificar a situação de estranha, pois perante uma das melhores corporações do distrito, em termos de meios e material, é chamado socorro de extra-município extra-conselho, adiantou. A mesma fonte refere ainda que, em questões de socorro, não há coutadas, pelo que qualquer corporação deve poder agir, uma vez que importa é acudir rapidamente à vítima e prestar-lhe o melhor serviço, mas também vai adiantado que, situações como a descrita, podem pôr-se em causa a utilidade de todo o Plano Municipal de Protecção Civil, porquanto o seu presidente, no caso João Cepa, Presidente da Câmara, acaba por nem ser informado das situações, as quais podem motivar intervenção de outros técnicos de saúde ou meios afectos ao Plano de Protecção Civil. Adiantou ainda que não será alheio a tudo isto, e atendendo ao facto de as saídas autorizadas pelo CODU serem pagas, o facto de estar a trabalhar nessa estrutura o segundo-comandante da Unidade Neiva da Cruz Vermelha.
Ora, para o Comandante desta Unidade de Socorro, Hernâni Bezerra, pertencente ao distrito e concelho de Viana do Castelo, o que faz com que os seus serviços estejam a ser solicitados para Forjães é o tempo gasto na deslocação, pois estão a 5 minutos de Forjães e Esposende fica a 15! Alinhando pelo mesmo diapasão do Comandante dos Voluntários de Esposende, também afirma que, em matéria de socorro, não há distritos nem concelhos, mas sim a proximidade dos meios e que, se algo não estiver correcto, a reclamação deve ser endereçada ao INEM, que será obrigado a responder. Afirmou que a sua corporação não se move por questões monetárias e, para prová-lo, referiu que, ainda recentemente, e embora accionados pelo CODU para um acidente no IC1- A28, pediram a anulação dessa saída e o accionamento dos meios de Esposende, porque estes poderiam chegar primeiro ao local.
Resta referir que não conseguimos confirmar oficialmente o accionamento dos meios do Bombeiros de Barcelinhos, porquanto apenas fica o apurado no local: iam a passar/ a mulher de um motorista de ambulância dos Bombeiros de Barcelinhos passou pelo local e ligou ao marido, que estava próximo ou fez deslocar uma ambulância que estava próxima.
Fonte: Carlos Gomes de Sá, jornal “O Forjanense”
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Re: Um morto e quatro feridos resultantes de dois acidentes de viação (Pontuação: 1) por forja em Domingo, 4 de Dezembro de 2005 @ 17:29:31 GMT (Informações do Utilizador | Enviar uma Mensagem) | Em adenda, clarifica-se que no primeiro acidente, uma das viaturas que esteve no local pertencia aos Bombeiros de Barcelos, e não de Barcelinhos, como está indicado, sendo que, em qualquer dos casos, são sempre de corporações de fora do concelho.
Relativamente ao despiste, acresce-se referir que o CODU começou por accionar o socorro de Aldreu (Cruz Vermelha) -Barcelos, o qual não se deslocou para o local por ter a ambulância de socorro ocupada numa emergência, em Fragoso, adiantou o comandante da secção, José Couto. Desta forma, foi de seguida accionado o soccoro de Neiva (Cruz Vermelha). |
Re: Um morto e quatro feridos resultantes de dois acidentes de viação (Pontuação: 1) por rdve em Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2005 @ 12:40:27 GMT (Informações do Utilizador | Enviar uma Mensagem) | | Eu nunca disse que preferia ser assistido pela cruz vermelha em vez dos bombeiros!! Apenas digo que o Sr Comandante Juvenal Campos não deve entender muito bem o verdadeiro significado de Acionamento dos meios de socorro, nem deve perceber que o verdadeiro interesse é o demorar o menos tempo possivel em chegar ao local! |
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Acionamento dos meios de socorro (Pontuação: 1) por rdve em Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005 @ 8:55:35 GMT (Informações do Utilizador | Enviar uma Mensagem) | Ao contrário do Sr Comandante Juvenal Campos, a decisão de ser activado um meio de socorro de S.Romão do Neiva, não tem qualquer problema, pelo contrário, é o meio de socorro que demora menos tempo a chegar ao local!! Afinal de contas o interesse de qualquer activação de uma ambulância de emergência, é o demorar o menos tempo possível a chegar ao local. Vejamos o seguinte, uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Esposende demora cerca de 15 minutos a chegar a Forjão, ao contrario de uma ambulância da Cruz Vermelha de S.Romão Neiva, que demora cerca de 5 minutos!!! A diferença é de 10 minutos, o que representa muito tempo numa situação de emergência!!!
Quanto a area de actuação , a Cruz Vermelha não têm area de actuação, portanto pode e bem ser activada para o concelho de Esposende!
Haja bom senso Senhor Comandante |
Accionamento dos meios de socorro (REFLEXÃO) (Pontuação: 1) por ruben_daviana em Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005 @ 15:27:07 GMT (Informações do Utilizador | Enviar uma Mensagem) | Será que a Cruz Vermelha de S. Romão do Neiva apenas demora 5 min a chegar? Tenho as minhas dúvidas!!!Mais perto não quer dizer disponibilidade imediata dos meios que disponhem!!! Será que também disponhem sempre de uma equipa pronta a sair? Fica a questão no ar....!!! A pergunta poderia ser feita também para a corporação de Esposende? Mas a verdade seja dita, não se deve generalizar para todas as situações que ocorrem nessa zona especifica.
Em relação aos 15 min de chegada ao local dos meios de Esposende... Houve alturas em que já se puseram lá em 7 a 8 min.Eu fui testemunha!! Tudo isto depende da avontade que o tripulante tem na condução da ambulância...
Fala-se mto da falta de formação dos bombeiros...É verdade!!! É pena que não haja, dentro de alguns corpos de bombeiros(!!!) formação continua na area da emergência pré-Hospitalar, como há pra a área do fogo. Porque mtas das vezes tirar o curso de TAT, não basta. A matéria abordada no curso vai sendo esquecida ao longo do tempo... Se não houver incentivo por parte de cada bombeiro em querer saber cada vez mais da area do pré-hospitalar ou mesmo achar que deve rever a matéria dada na sua ultima formação porque está um pouco esquecida,em vez de chamamos bombeiros poderiamos chamar-los maqueiros!!! Vamos por esses TAS´s que ainda percebem disto a dar formação.É uma ideia que no meu ponto de vista poderia ajudar e mto!!! Não esperem que venham formadores da Escola Nacional de Bombeiros de tempos em tempos dar essa formação.
Os bombeiros podem ter falta de formação mas a Cruz Vermelha, também não lhe fica atrás... Eu já fui a uma ocorrência de um despiste de carro nos limites do concelho em que a vitima veio parar à "mala",ainda eu era bombeiro, em que a Cruz Vermelha, não interessa qual, já se encontrava no local.O meu espanto quando chegamos ao local do sinistro, os tripulantes CV com ambulancia sinalizada com marcha de urgência, constactei que eles ainda não tinham prestado qualquer auxilo à vitima.Simplesmente estavam a olhar pra ela como ao resto dos mirones...Poderiam pelo menos ter feito o exame primário mas deve ter ficado colado ao tecto...Até hoje ainda não me caio em cima. O episódio que se passou com esta equipa CV acredito também que se passe em mtos corpos de bombeiros. É por isso que penso e digo, há que se deixar de rivalidades entre INEM e BOMBEIROS e trabalhar em conjunto para que a emergência na area da saúde em PORTUGAL seja uma verdade com mais qualidade. NUMCA SE ESQUEÇAM, que as únicas pessoas que ficam a perder com estes conflitos são a população que precisam do vosso auxilio.
".....há que reflectir....." , e RDVE haja também bom censo da tua parte relativamente a esta matéria ("Cruz vermelha vs BOMBEIROS). |
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Continuação do raciocinio... (Pontuação: 1) por ruben_daviana em Terça-feira, 6 de Dezembro de 2005 @ 21:02:14 GMT (Informações do Utilizador | Enviar uma Mensagem) | Seguindo o raciocinio que estava a ter no artigo acima, gostava também de salientar que apesar das dificuldades que a corporação de esposende possam ter em formação continua na area da saúde, para mim continua a ser a entidade de socorro neste nosso concelho com mais capacidade de resposta na area da saúde.Mas ATENÇÃO, há que melhorar, e bastante.... para o bem de toda a população. Em relação a tempos de resposta, pessoalmente continuo a preferir mesmo assim esperar mais 2 a 3 min e ser socorrido pelos bombeiros de esposende. Para terminar gostava também de referir que apesar de tudo esta corporação continua a ter alguns elementos que interessam-se e dão o seu melhor todos os dias para que o socorro nesta area da emergencia seja cada vez mais praticada com a qualidade que se quer...!
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Re: Um morto e quatro feridos resultantes de dois acidentes de viação (Pontuação: 1) por rdve em Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005 @ 9:02:37 GMT (Informações do Utilizador | Enviar uma Mensagem) | Ao contrário do Sr Comandante Juvenal Campos, a decisão de ser activado um meio de socorro de S.Romão do Neiva, não tem qualquer problema, pelo contrário, é o meio de socorro que demora menos tempo a chegar ao local!! Afinal de contas o interesse de qualquer activação de uma ambulância de emergência, é o demorar o menos tempo possível a chegar ao local. Vejamos o seguinte, uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Esposende demora cerca de 15 minutos a chegar a Forjão, ao contrario de uma ambulância da Cruz Vermelha de S.Romão Neiva, que demora cerca de 5 minutos!!! A diferença é de 10 minutos, o que representa muito tempo numa situação de emergência!!!
Quanto a area de actuação , a Cruz Vermelha não têm area de actuação, portanto pode e bem ser activada para o concelho de Esposende!
Haja bom senso Senhor Comandante |
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Re: Um morto e quatro feridos resultantes de dois acidentes de viação (Pontuação: 1) por forja em Terça-feira, 6 de Dezembro de 2005 @ 14:36:26 GMT (Informações do Utilizador | Enviar uma Mensagem) | Quando recolhi dados para a notícia em apreço, acabei por me recordar de algumas polémicas, descritas na TV, que opunham entidades de socorro ao INEM.
O que é que poderá estar subjacente à mesma? Perca de influência? Saída de recursos humanos? Aspectos financeiros? Desarticulação de meios? Falta de ligação com o plano municipal de Protecção Civil? Centralidade do CODU? (Des)conhecimento dos meios existentes? Factor "c"...?
Bom, não sei...
Também não sei, é certo, é por que motivo estavam no local do acidente duas ambulâncias e nenhuma levou o cadáver. Melhor, sei, mas não compreendo, pois a distância para accionar o meio de socorro é a mesma numa situação e noutra, isto quer dizer, se é mais rápido accionar a Cruz Vermelha para o socorro, e esta também tem ambulâncias de transporte, por que não foi a mesma requisitada para levar o cadáver para a morgue? Por que houve necessidade de envolver uma terceira força no sinistro? Três ambulâncias para uma vítima, infelizmente mortal, não será um desperdício de meios, meios pagos por todos nós, ou será que não é bem asim?
Com isto tudo, quero somente referir que é importante que as entidades com responsabilidades nesta matéria do socorro, do auxílio às vítimas, se acertem, no sentido de rentabilizar ao máximo os meios existentes e evitar desperdicios, sendo claro que em caso de acidente todo o tempo é pouco, mas de nada vale um meio no local se for incapaz de agir, atl como de nada valem os bons meios se chegarem tarde.
Carlos Gomes de Sá |
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